- As decisões de plantio para 2026 apontam para cerca de 94,9 milhões de acres de milho, queda de roughly 4% em relação ao recorde de 2025, ainda assim a segunda maior área em 13 anos.
- A área de soja deve ficar em aproximadamente 84,9 milhões de acres, alinhada à média de dez anos.
- O milho segue próximo do ponto de equilíbrio, com demanda robusta mantendo os preços estáveis, apesar da safra recorde de 2025.
- Agricultores buscam reduzir custos, com exemplos como Nebraska, onde produtores deixaram de comprar máquinas novas e reduziram fertilizantes.
- A safra anterior foi a maior já registrada, acima de 186,5 bushels por acre, apoiando as margens, mas pressões em preços e estoques continuam presentes.
Agricultores dos EUA mantêm expectativa estável para o milho em 2026, apesar de margens apertadas. O plantio deve recuar de forma moderada, enquanto o mercado encara preço próximo do equilíbrio, sustentado pela demanda.
O Departamento de Agricultura dos EUA revisou, em janeiro, as estimativas de área plantada. A previsão para 2026 aponta queda de cerca de 4% no plantio de milho, diante de estoques altos e produção recorde em 2025. Soy foi citada como alternativa mais arriscada.
Na prática, produtores do cinturão do Meio-Oeste planejam manter o milho como opção principal, com rotação de culturas como pano de fundo para o manejo do solo. Alguns agricultores avaliam reduzir insumos para cortar custos.
Entre os agricultores, a soja aparece como mais vulnerável diante da concorrência brasileira e da volatilidade das negociações com a China, principal aliada de compra. Dados de especialistas apontam demanda sólida por milho norte-americano, especialmente para etanol e exportação.
O plantio de milho 2026 deve ficar em torno de 94,9 milhões de acres, segundo consultorias, mantendo a segunda maior área plantada em 13 anos. A soja aparece estimada em 84,9 milhões de acres, dentro da média histórica.
Perspectivas de preço e custo
Os futuros de milho para dezembro de 2026 ficam próximos de 4,60 dólares por bushel, nível próximo ao ponto de equilíbrio para muitos produtores. Embora os custos de sementes e fertilizantes tenham subido, o mercado ainda sustenta uma base de demanda robusta.
Frayne Olson, economista da Universidade Estadual de Dakota do Norte, afirma que o mercado sinaliza que não é necessário reduzir drasticamente a área plantada de milho. A demanda atual permite manter a produção estável sem amplas quedas.
Alguns produtores já buscam reduzir custos operacionais. Em Nebraska, Tim Gregerson adotou medidas para diminuir a compra de novas máquinas e reduzir fertilizantes. A ideia é manter a produção com menor custo, mesmo diante de incertezas de safra.
As decisões de plantio para 2026 refletem, também, o cenário de preços pressionados por uma safra recorde no ano anterior. Exportações fortes e demanda por etanol ajudam a sustentar o piso de preços, apesar da queda de rendimentos esperada para alguns produtores.
Entre na conversa da comunidade