- Ata do Federal Reserve aponta acordo quase unânime em manter a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75%, após a pausa de janeiro.
- Houve divisão entre os membros sobre os próximos passos, com alguns cogitando alta de juros se a inflação permanecer acima da meta de 2%.
- Dois governadores, Christopher Waller e Stephen Miran, votaram contra a decisão de manter as taxas.
- Ainda há possibilidade de cortes no futuro, mas outros participantes defendem manter os juros por algum tempo até novas informações de inflação.
- A ata indica potencial de mudanças na trajetória de política monetária, com expectativa de reunião de março e previsão de juros para junho e setembro, além de menção a possível mudança de comando no Fed dependendo da confirmação de Kevin Warsh.
O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros inalterada na ata de sua reunião de 27 e 28 de janeiro, divulgada nesta quarta-feira. A decisão foi aprovada por quase todos os membros, enquanto o comitê permaneceu dividido sobre o rumo dos próximos passos. A maioria optou pela pausa para avaliar a economia após cortes de 75 pontos-base no ano anterior.
Segundo a ata, houve debate sobre possíveis aumentos caso a inflação permaneça acima da meta de 2%. Alguns membros já sinalizaram essa possibilidade, enquanto outrosduvidaram de cortes adicionais no curto prazo. O documento aponta que a inflação está levemente acima do objetivo, cerca de 1 ponto percentual.
Investidores aguardam a próxima reunião do Fomc, em 16 e 17 de junho, com expectativa de estabilidade da taxa atual até lá e sinais sobre cortes em setembro. A ata também traz divergências sobre o timing de cortes, frente a dados de inflação e desemprego ainda mistos.
Sucessão na chefia do Fed
A ata menciona a possibilidade de Kevin Warsh assumir a presidência do Fed, caso seja confirmado pelo Senado a tempo. Powella termina o mandato em maio, e a próxima reunião de março divulgará novas projeções econômicas e de juros.
A reunião de março está marcada para 17 e 18 de março, quando serão divulgadas as projeções atualizadas. Dados de janeiro mostraram inflação fraca, criação de empregos acima do esperado e queda na taxa de desemprego, mantendo o cenário de inflação sob observação.
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