- O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno (antigo Banco Voiter) e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (DTVM), além de demais empresas do grupo.
- A medida foi tomada por deterioração da situação econômico-financeira, queda de liquidez e infrações às normas que regem a instituição e às determinações do Banco Central.
- Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, havia adquirido o Banco Pleno em mudança de controle aprovada pelo BC em agosto; o banco teve origem como Indusval, mudou de nome para Voiter em 2020 e foi comprado pelo Master em 2023.
- Lima foi alvo de prisão na Operação Compliance Zero da Polícia Federal, em novembro; o Banco Pleno não foi atingido pela operação.
- O BC aponta que o Plano detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional; no último balanço, o banco projetava captações de R$ 6,7 bilhões em dezembro de 2024, com patrimônio de cerca de R$ 511 milhões e carteira de crédito de R$ 1,147 bilhão.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, antigo Banco Voiter, e de suas demais entidades associadas ao grupo, incluindo a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários S.A. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (18), envolve o processo de deterioração da situação econômico-financeira e do risco de liquidez, além de infrações às normas que regem a atividade.
O Banco Pleno havia sido adquirido em 2023 pelo empresário Augusto Lima, em operação aprovada pelo BC. O negócio envolveu a mudança de controle societário do antigo Voiter, após sua rebatização, com aquisição pelo Master no ano passado. Lima já estava sob investigação na esfera da Polícia Federal.
Segundo o BC, o conjunto detém apenas 0,04% do total de ativos do SFN e representa 0,05% das captações do sistema. O último balanço do banco, referente a dezembro de 2024, aponta captação de R$ 6,7 bilhões, com R$ 6,365 bilhões em CDBs, patrimônio líquido de cerca de R$ 511 milhões e carteira de crédito de R$ 1,147 bilhão.
Contexto
O BC não informou, até o fechamento desta edição, novas medidas ou prazos para a gestão de ativos e para clientes. Procurado pela Bloomberg Línea, o Banco Pleno não se manifestou. A operação de liquidação autoriza a intervenção direta do regulador para encerrar as atividades da instituição.
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