- O Ibovespa caiu 0,24%, aos 186.016 pontos, em um pregão com agenda esvaziada no Brasil.
- As ações da Petrobras subiram, acompanhando a alta do petróleo, enquanto a Vale puxou a queda do índice.
- O petróleo Brent avançou mais de quatro por cento, com operadores precificando possíveis cortes na oferta por tensões geopolíticas.
- O dólar fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,24.
- O volume financeiro somou R$ 70,33 bilhões; analistas do Itaú BBA projetam continuidade da alta e target em 200 mil pontos, com suportes em 183 mil, 180 mil e 177.500 pontos; fluxo estrangeiro em fevereiro superou R$ 8 bilhões até o dia 12.
O Ibovespa fechou em queda de 0,24%, aos 186.016 pontos, em uma sessão de agenda fraca no Brasil. Mesmo com alta das ações da Petrobras e apetite por risco em Wall Street, a performance da Vale puxou o índice para baixo nesta quarta-feira, pós-Carnaval.
Os preços do petróleo tiveram valorização superior a 4%, sustentada por operadores que precificam interrupções na oferta em decorrência de tensões geopolíticas. O Brent opera como referência para a política de preços da Petrobras e chegou a subir mais de 4,17%.
O dólar fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,24. No radar dos investidores ficaram as escaladas tensões entre EUA e Irã, além do impasse nas negociações entre Ucrânia e Rússia, que não avançaram em Genebra.
Movimentação de preços e cenário técnico
Os futuros do petróleo Brent atingiram US$ 70,23 por barril na tarde, após terem recuado para mínimas de duas semanas na sessão anterior, quando o mercado estava fechado. A B3 registrou volume de operações de cerca de R$ 70,33 bilhões, com vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice.
Analistas do Itaú BBA avaliam que o Ibovespa mantém viés de alta, com alvo em 200 mil pontos no curto prazo. O relatório aponta possível escalada até patamares de 250 mil pontos como objetivo de médio prazo, caso o ritmo de alta se consolide.
Perspectivas de fluxo e suporte técnico
A equipe do Itaú BBA observa que o índice pode enfrentar realizações de lucro, caso haja correção. Suportes apontados ficam em 183 mil, 180 mil e 177.500 pontos, que poderiam sustentar a tendência de alta mesmo com quedas pontuais.
O desempenho externo positivo apoia as ações brasileiras, com fluxo estrangeiro relevante em fevereiro, que já ultrapassa R$ 8 bilhões até o dia 12, segundo dados da B3. Esses movimentos ajudam a sustentar o ritmo de compras no mercado doméstico.
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