- O Banco Pleno foi liquidado pelo Banco Central, fim que o texto descreve como uma “vacina” política para Lula no caso ligado ao Master.
- Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, aparece como figura central do Banco Pleno, com ligações ao petismo da Bahia durante o governo do PT.
- Lima teria entrado no setor financeiro em 2018 por meio de apoio de contatos do PT na Bahia, envolvendo-se em negócios com o então governador Rui Costa e Jaques Wagner.
- Após deixar o Master, Lima tentou salvar o Banco Voiter, que foi rebatizado como Pleno, mas a liquidação do BC encerrou as esperanças.
- O empresário também manteve vínculos com figuras de diferentes espectros políticos, incluindo Flávia Peres, ex-ministra palaciana de Bolsonaro, e círculos antipetistas.
Entre os desdobramentos do caso Master, o Banco Central liquidou o Banco Pleno, ligado ao que restou da operação do ex-master Augusto Lima. A medida ocorreu nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, no contexto de rearranjos no sistema financeiro associados ao antigo esquema, segundo informações oficiais.
O núcleo envolvido aponta que Augusto Lima atuou no setor financeiro desde 2018, com introdução facilitada por apoiadores do PT. A relação com o PT da Bahia ganhou força a partir de um negócio que envolveu o governador da época e o secretário de Desenvolvimento, que hoje comanda a Casa Civil. Lima optou por converter cartões de servidores em crédito consignado, o que facilitou a formação da parceria com Vorcaro.
Lima se afastou rapidamente do Master para tentar salvar o que virou Banco Voiter, rebatizado como Pleno. A liquidação anunciada pelo BC é apresentada por analistas como um marco de endurecimento regulatório sobre operações financeiras associadas a gestões anteriores. A ação é vista por seus apoiadores como demonstração de aplicação de normas de forma firme.
Contexto
Augusto Lima tornou-se figura de relações estreitas entre diversos setores, com atuação que atravessa o espectro político. O empresário casou-se no ano passado com Flávia Peres, ex-ministra palaciana de Bolsonaro e ex-deputada do centrão, ampliando laços com o antipetismo.
Perspectivas e desdobramentos
A saída de Lima do Master, o sequestro de ativos vinculados ao Pleno e a liquidação atual colocam o tema em evidência no debate sobre responsabilização de gestores financeiros ligados a governos anteriores. A natureza da operação e os desdobramentos legais devem seguir repercutindo nos próximos dias.
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