- Os preços do petróleo subiram mais de 4% nesta quarta-feira, impulsionados por tensões geopolíticas entre EUA e Irã e entre Rússia e Ucrânia, com risco de interrupção de oferta.
- Os contratos de Brent chegaram a US$ 70,23 por barril (+4,17%), e os de WTI, US$ 65,11 por barril (+4,46%), após terem atingido mínimas de duas semanas na terça-feira.
- No Brasil, a bolsa ficou fechada na terça devido ao Carnaval; nesta quarta, Petrobras caía ou subia pouco, enquanto PetroRecôncavo (+3,13%) e Brava Energia (+1,47%) tiveram altas.
- A Iran e a Rússia anunciaram exercícios navais no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico para quinta-feira, elevando as preocupações sobre o abastecimento global de petróleo.
- A mídia iraniana informou fechamento temporário de parte do Estreito de Ormuz por precaução de segurança, agravando o temor de interrupção das exportações petrolíferas.
O preço do petróleo disparou nesta quarta-feira, 18, diante de tensões geopolíticas envolvendo Rússia e Irã, além de perspectivas sobre a negociação entre Ucrânia e Rússia. Os futuros do Brent avançaram cerca de 4,2%, a US$ 70,23 por barril, por volta das 15h10, em Nova York. O WTI subiu aproximadamente 4,5%, para US$ 65,11 o barril. Ainda assim, ambos recuaram a mínimos de duas semanas na sessão anterior.
Atração de risco no mercado mundial foi alimentada por conflitos e negociações em curso. Os agentes do setor cobrem impactos potenciais sobre a oferta global, com o preço reagindo a pautas de entrega de petróleo. Analistas destacam que o mercado precifica risco de interrupção no fornecimento.
No Brasil, a bolsa de valores ficou fechada na terça-feira por Feriado de Carnaval, mas retornou hoje com desempenho sensível às oscilações internacionais. Por volta das 16h30, as ações da Petrobras mostravam leve alta, enquanto equities de exploradoras menores apresentavam ganhos mais expressivos.
Contexto internacional aponta a realização de exercícios navais entre Irã e Rússia no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico para quinta-feira, segundo a imprensa iraniana. O Irã também anunciou o fechamento temporário de parte do Estreito de Ormuz, rota-chave de abastecimento, sob proteção de suas forças.
Especialistas veem o movimento como resposta a pressões diplomáticas em curso. Um analista afirmou que o Irã busca margem de manobra e tempo para negociações, evitando entregas imediatas de petróleo. Outro observador alertou sobre a possibilidade de ataques militares dos EUA contra o Irã até o fim de abril, com probabilidades estimadas em cerca de 65%.
A pressão sobre o petróleo permanece relacionada a desdobramentos entre EUA, Irã, Rússia e Ucrânia. Independentemente do desfecho, o mercado continua atento a qualquer sinal de interrupção na oferta ou de novas sanções que possam impactar o abastecimento global.
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