- O UBS elevou a previsão de emissão de títulos de dívida com grau de investimento de empresas de tecnologia dos EUA em 2026 de US$ 300 bilhões para US$ 360 bilhões, mantendo a estimativa total de dívida com grau de investimento dos EUA em US$ 1,8 trilhão neste ano.
- A previsão de empréstimos alavancados nos EUA foi reduzida de US$ 450 bilhões para US$ 360 bilhões, com base na expectativa de que perturbações relacionadas à inteligência artificial reduzam a oferta.
- O UBS espera que os gastos de capex dos hiperescaladores cheguem a aproximadamente US$ 770 bilhões em 2026, cerca de 23% acima das projeções anteriores.
- A emissão pública de dívida dessas empresas pode aumentar em US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões, alcançando US$ 240 bilhões, com maior uso de mercados fora do dólar.
- Alphabet já captou recursos em libra esterlina e franco suíço, e o UBS aponta que grandes empresas de tecnologia devem continuar buscando financiamento global para investimentos em IA.
O UBS elevou suas previsões para 2026 sobre a emissão de títulos de dívida de grau de investimento do setor tecnológico dos EUA. A revisão acompanha o aumento dos planos de investimento de grandes empresas, ao mesmo tempo em que reduz a estimativa para empréstimos alavancados, diante da expectativa de perturbações envolvendo IA.
A equipe de crédito global do UBS passou a prever emissão de dívida de empresas de tecnologia com grau de investimento nos EUA em US$ 360 bilhões, frente US$ 300 bilhões anteriormente. A meta para a emissão total de dívida com grau de investimento nos EUA ficou em US$ 1,8 trilhão, ante US$ 1,725 trilhão.
A instituição financeira aponta que o peso da tecnologia nesses números chega a cerca de um quinto do total. Paralelamente, o UBS reduziu a previsão de empréstimos alavancados nos EUA de US$ 450 bilhões para US$ 360 bilhões.
Capex e financiamento global
Caso os recentes anúncios de investimentos se materializem, o UBS estima que o capex agregado dos chamados hiperescaladores chegue a quase US$ 770 bilhões em 2026, cerca de 23% acima das projeções anteriores. O banco também prevê aumento no uso de dívida pública por essas empresas, entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões, para alcançar US$ 240 bilhões.
O UBS aponta maior probabilidade de emissão em moedas que não o dólar, com exemplos recentes de captações em libra esterlina e franco suíço. A Alphabet realizou captações globais de US$ 31,51 bilhões em CHF e GBP, reforçando a tendência de financiamento fora do dólar.
Analistas do UBS ressaltaram que transações em CHF e GBP da Alphabet indicam continuidade do uso de mercados financeiros internacionais para financiar investimentos em IA. Em 2025, grandes companhias de tecnologia passaram a financiar centros de processamento de IA por meio de mercados de dívida diversos.
Contexto de mercado e riscos
A instituição sinaliza que, no curto prazo, as preocupações com a disrupção de modelos de IA podem ampliar spreads em empréstimos alavancados e em crédito privado, o que influenciaria o refinanciamento. A observação acompanha pressões recentes sobre ações de grandes empresas de tecnologia, diante de questionamentos sobre o retorno dos investimentos em IA.
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