- O índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-BR), conhecido como prévia do PIB, mostrou alta de 2,5% em 2025 ante o ano anterior, frente a uma expansão de 3,7% em 2024.
- O desempenho de 2025 é o pior desde 2020, quando a economia foi afetada pela pandemia.
- Por setores, 2025 teve agropecuária em 13,1%, indústria em 1,5% e serviços em 2,1%.
- O PIB oficial de 2025 será divulgado em 3 de março pelo IBGE; em 2024 a expansão foi de 3,4%.
- A desaceleração já era esperada pelo mercado e pelo BC, com a taxa Selic atualmente em 15% ao ano e a possibilidade de queda para 14,5% em março, como parte da estratégia de convergir a inflação à meta.
O Banco Central divulgou a prévia do PIB, o IBC-BR, indicando crescimento de 2,5% em 2025 frente a 2024. O indicador, considerado a antevisão do PIB, aponta desaquecimento em relação ao ano anterior, quando a expansão ficou em 3,7%.
O resultado ainda não é o PIB oficial, que será divulgado pelo IBGE em 3 de março. Em 2024, o PIB oficial registrou alta de 3,4%. Assim, o BC ressalta que a leitura de 2025 representa um desempenho menor, mas ainda positivo.
Desempenho setorial em 2025
- Agropecuária: 13,1%
- Indústria: 1,5%
- Serviços: 2,1%
O IBC-BR agrega dados de vários setores, além de impostos, e difere do cálculo do PIB do IBGE. O indicador é utilizado pelo BC como ferramenta para orientar a política monetária e a trajetória da taxa básica de juros.
Contexto e governança da taxa de juros
A operação econômica em 2025 ocorre frente à Selic em 15% ao ano, nível mais elevado em quase duas décadas. O BC sinalizou que pode reduzir juros a partir de março, estimando queda de 0,5 ponto percentual para 14,5% ao ano.
O BC afirma que a desaceleração econômica é parte da estratégia para controlar a inflação e convergir a inflação à meta de 3%. No câmbio de dezembro, o hiato do produto permaneceu positivo, indicando atuação acima do potencial sem pressões inflacionárias.
Comparações e expectativas
O Ministério da Fazenda projeta crescimento de 2,3% para o PIB de 2025, cifra similar à perspectiva do BC para o desempenho anual. A comparação com 2024, quando houve avanço de 3,4%, evidencia o cenário de cortes gradativos na dinâmica econômica.
A divulgação da Reuters e de demais autoridades reforça a leitura de que a atividade, apesar de ainda positiva, apresenta sinais de menor intensidade frente ao ano anterior, alinhada às metas de inflação e ao aperto monetário.
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