- A Fitch rebaixou Raízen em oito níveis, em 9 de fevereiro, após considerar promessas de apoio insuficientes e tardias dos controladores Cosan e Shell.
- No mesmo dia, a S&P Global Ratings também rebaixou a Raízen, e os títulos em dólar caíram; a empresa contratou assessores financeiros para avaliar alternativas.
- Ainda não há details firmes sobre um aporte de capital: rumores apontam valor entre R$ 1,5 bilhão e R$ 3,5 bilhões pela Shell, mais mais R$ 1 bilhão pela Cosan; o relatório aponta que a melhoria depende da redução da dívida e de plano claro.
- A possível venda de ativos da Raízen na Argentina não resolveria sozinha os desafios de endividamento, segundo a Fitch.
- O mercado segue atento, com prêmio de risco acima de 1.000 pontos-base para os títulos diante da incerteza sobre o futuro financeiro da empresa.
A Fitch rebaixou a Raízen em oito níveis em um único dia, 9 de fevereiro, após avaliar que o suporte financeiro dos acionistas não ocorreria no prazo nem no volume considerados adequados. A ação coincidiu com a caída no preço dos bonds da companhia e com o anúncio de avaliações de reestruturação.
A Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell, voltada para a produção de açúcar e etanol. A agência avaliou que as promessas de aporte feitas pelos controladores foram insuficientes e demoradas para sustentar o rating, marcando um tom de desengajamento gradual entre a empresa e seus financiadores.
Ao longo de 9 de fevereiro, a Fitch também reviu negativamente a classificação para a Raízen duas vezes, enquanto a S&P Global Ratings o fez em sete níveis no mesmo dia. O cenário financeiro da empresa aponta juros elevados e alto endividamento como fatores centrais.
Os títulos em dólar reagiram com forte queda, refletindo a dificuldade de estabilizar a estrutura de capital. A Raízen contratou assessores financeiros para explorar alternativas, incluindo possíveis medidas de reestruturação, diante da persistente pressão de dívida.
Segundo a Fitch, qualquer melhoria dependerá de um aporte de capital que reduza o endividamento e de maior clareza sobre o plano estratégico da companhia. A definição de planos de capital ainda não foi detalhada pelas partes envolvidas.
Fontes próximas à imprensa indicaram que a proposta pode prever aporte entre 1,5 bilhão e 3,5 bilhões de reais pela Shell, com mais de 1 bilhão de reais da Cosan. A possibilidade de venda de ativos na Argentina foi mencionada, mas não seria suficiente para resolver os problemas de endividamento.
Entre na conversa da comunidade