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Demora de controladores da Raízen pesa na perda de rating, diz Fitch

Fitch aponta atraso dos acionistas da Raízen em aporte de capital como responsável pelo rebaixamento de oito níveis pela agência

'Reposicionamos o rating considerando a expectativa de não haver suporte financeiro dentro do tempo que julgávamos razoável e em volume suficiente', disse Renato Donatti, da agência de risco (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • A Fitch rebaixou Raízen em oito níveis, em 9 de fevereiro, após considerar promessas de apoio insuficientes e tardias dos controladores Cosan e Shell.
  • No mesmo dia, a S&P Global Ratings também rebaixou a Raízen, e os títulos em dólar caíram; a empresa contratou assessores financeiros para avaliar alternativas.
  • Ainda não há details firmes sobre um aporte de capital: rumores apontam valor entre R$ 1,5 bilhão e R$ 3,5 bilhões pela Shell, mais mais R$ 1 bilhão pela Cosan; o relatório aponta que a melhoria depende da redução da dívida e de plano claro.
  • A possível venda de ativos da Raízen na Argentina não resolveria sozinha os desafios de endividamento, segundo a Fitch.
  • O mercado segue atento, com prêmio de risco acima de 1.000 pontos-base para os títulos diante da incerteza sobre o futuro financeiro da empresa.

A Fitch rebaixou a Raízen em oito níveis em um único dia, 9 de fevereiro, após avaliar que o suporte financeiro dos acionistas não ocorreria no prazo nem no volume considerados adequados. A ação coincidiu com a caída no preço dos bonds da companhia e com o anúncio de avaliações de reestruturação.

A Raízen é uma joint venture entre Cosan e Shell, voltada para a produção de açúcar e etanol. A agência avaliou que as promessas de aporte feitas pelos controladores foram insuficientes e demoradas para sustentar o rating, marcando um tom de desengajamento gradual entre a empresa e seus financiadores.

Ao longo de 9 de fevereiro, a Fitch também reviu negativamente a classificação para a Raízen duas vezes, enquanto a S&P Global Ratings o fez em sete níveis no mesmo dia. O cenário financeiro da empresa aponta juros elevados e alto endividamento como fatores centrais.

Os títulos em dólar reagiram com forte queda, refletindo a dificuldade de estabilizar a estrutura de capital. A Raízen contratou assessores financeiros para explorar alternativas, incluindo possíveis medidas de reestruturação, diante da persistente pressão de dívida.

Segundo a Fitch, qualquer melhoria dependerá de um aporte de capital que reduza o endividamento e de maior clareza sobre o plano estratégico da companhia. A definição de planos de capital ainda não foi detalhada pelas partes envolvidas.

Fontes próximas à imprensa indicaram que a proposta pode prever aporte entre 1,5 bilhão e 3,5 bilhões de reais pela Shell, com mais de 1 bilhão de reais da Cosan. A possibilidade de venda de ativos na Argentina foi mencionada, mas não seria suficiente para resolver os problemas de endividamento.

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