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Exportações ucranianas de grãos e minério caem com ataques russos a portos

Ataques russos aos portos do Mar Negro reduzem a capacidade de exportação de grãos e minério de ferro, elevando custos logísticos e atrasos

A cargo vessel leaves a port in the Black Sea, amid Russia's attack on Ukraine, in Odesa, Ukraine March 26, 2025. REUTERS/Nina Liashonok/File Photo
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  • Estragos russos em portos do Mar Negro no final de 2025 e começo de 2026 reduziram a capacidade de exportação da Ucrânia em até trinta por cento em relação aos níveis pré‑guerra.
  • A região de Odessa, com terminais em Odessa, Chornomorsk e Pivdennyi, tem sido alvo recorrente, apesar de a Ucrânia manter um corredor marítimo que contorna a frota russa.
  • Em dezembro, ataques danificaram treze embarcações civis, principalmente cargueiros a granel usados para grãos e minério de ferro, representando quase 10% do total atingido desde o início do conflito.
  • As interrupções nos portos elevam custos logísticos e de frete, pressionando empresas locais a reduzir preços para manter competitividade no mercado global, enquanto quedas na produção também pesam sobre as exportações.
  • Em fevereiro, com redução da intensidade dos ataques, as exportações agropecuárias aumentaram cerca de 7% nas primeiras quatorze dias em relação a janeiro, chegando a aproximadamente 1,4 milhão de toneladas; minério de ferro manteve queda de demanda e preços, impactando o fluxo.

Até o fim de fevereiro, ataques russos aos portos ucranianos no Mar Negro reduziram a capacidade de exportação do país e impactaram principalmente grãos e minério de ferro, segundo fontes do setor. As ações israeladas no fim do ano passado intensificaram-se após avisos de Putin sobre cortar o acesso da Ucrânia ao mar.

A região de Odesa, importante hub portuário que abriga terminais em Odesa, Chornomorsk e Pivdennyi, tem sido alvo desde o início da invasão de 2022. Mesmo assim, a Ucrânia manteve um corredor marítimo próprio, com navios mantendo distância da frota russa e usando drones navais para evitar confrontos.

Queda de capacidade e danos

Uma fonte do setor de transporte disse a Reuters que os ataques em Odesa reduziram a capacidade de exportação em até 30% em relação ao nível pré-guerra. A queda ainda não desacelerou o volume total, já que a produção também caiu e as exportações diminuíram.

Entre dezembro e janeiro, ataques danificaram principalmente cargueiros a granel, usados para transporte de grãos e minério de ferro. Dados indicam que, em dezembro, as operações portuárias ficaram em torno de 75% do planejado, recuperando para 84% em janeiro, quando a intensidade dos ataques diminuiu.

Impactos setoriais

A agricultura responde por mais da metade das receitas de exportação, segundo o vice-ministro da Economia, Taras Vysotskiy, somando quase US$ 23 bilhões em 2025. O baixo desempenho se deve tanto à menor colheita quanto aos atrasos logísticos causados por ataques e interrupções de energia.

Em novembro, a exportação de produtos agrícolas atingiu 4 milhões de toneladas; em dezembro caiu para 3,7 milhões e permaneceu nesse patamar em janeiro. Analistas apontam que interrupções de portos atrasam remessas, elevando custos de frete.

Ferro e elétrico

O minério de ferro, segunda maior pauta de exportação, também recuou: queda de 8,7% em novembro em relação a outubro, estabilização em dezembro e nova queda de 7,5% em janeiro. Custos logísticos mais altos, somados à queda de preços na China, explicam parte da redução.

Desde o fim de 2025, Moscou intensificou ataques a ferrovias. O ministro da Infraestrutura ucraniano informou 266 ataques a trens e instalações ferroviárias em 2026, aumentando prazos de entrega e custos de transporte.

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