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Alckmin afirma que Brasil não perde competitividade com tarifa de 10% dos EUA

Alckmin afirma que tarifa global de dez por cento não reduz a competitividade do Brasil; decisão da Suprema Corte abre espaço para ampliar trocas com EUA

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB). Foto: Cadu Gomes/VPR
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  • O Brasil não perderá competitividade com a tarifa global de dez por cento anunciada pelos Estados Unidos, segundo o presidente em exercício Geraldo Alckmin.
  • A taxa vale para todos os países exportadores, mantendo o Brasil em igualdade de condições no mercado norte‑americano, afirmou Alckmin.
  • A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, por seis votos a três, anulou parte do tarifão de Trump, entendendo que tarifas são prerrogativa do Congresso.
  • Setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras anteriores.
  • Em dois mil e quinze, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões, equivalentes a 10,8% do total externo, com possível impacto positivo para o comércio e para o câmbio.

Foi anunciada nesta sexta-feira 20 que o Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% dos EUA. O comentário veio do presidente em exercício e ministro Geraldo Alckmin (PSB) durante coletiva.

Segundo Alckmin, a tarifa global será aplicada a todos os países exportadores, mantendo o Brasil em igualdade de condições no mercado norte-americano. A avaliação ocorre após decisão da Suprema Corte dos EUA.

Decisão judicial

A Suprema Corte anulou parte do tarifão aprovado por Trump, que previa alíquota global de 10% e sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, chegando a 50% em alguns itens. A votação foi de seis a três.

Para Alckmin, a decisão é importante para ampliar as trocas comerciais. Ele destacou que, no auge das medidas, 37% das exportações brasileiras sofriam com tarifas; esse patamar caiu para 22% no fim do ano passado.

Trump indicou que buscará novos caminhos legais para manter a política tarifária e confirmou a criação de uma nova tarifa global de 10%, segundo dispositivos legais adicionais.

Setores beneficiados

O vice-presidente afirmou que a tarifa não altera a posição do Brasil no comércio com os EUA. Os 10% são globais, segundo ele, e setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução de barreiras.

Produtos estratégicos, como aço e alumínio, ainda podem passar por desdobramentos jurídicos pela Seção 232 da Lei de Segurança Nacional dos EUA, que autoriza tarifas em casos de ameaça à economia.

Desdobramentos econômicos

Especialistas veem que a retirada parcial das tarifas pode favorecer exportações brasileiras e reduzir pressões inflacionárias nos EUA ao baratear importações. Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 37,7 bilhões, 10,8% do total anual.

Apesar do revés judicial, Trump sinalizou abertura para novas investigações e tarifas por outros instrumentos legais, mantendo o objetivo de proteger a indústria americana. O governo brasileiro afirma seguir o diálogo bilateral.

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