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Anglo American registra prejuízo de US$ 3,7 bi por baixa contábil em diamantes

Anglo American registra prejuízo de US$ 3,7 bilhões por baixa contábil na De Beers; foco volta para cobre e minério de ferro, com fusão com a Teck em andamento

Diamantes dispostos na unidade da De Beers
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  • A Anglo American registrou prejuízo de US$ 3,7 bilhões após nova baixa contábil no negócio de diamantes.
  • A redução na De Beers foi de US$ 2,3 bilhões, levando o valor contábil da unidade a US$ 2,3 bilhões.
  • O Ebitda ficou em US$ 6,4 bilhões; a empresa anunciou dividendo de US$ 0,23 por ação (cerca de US$ 200 milhões).
  • A companhia vai manter o foco em cobre e minério de ferro e continua vendendo ativos não essenciais, incluindo a De Beers.
  • A fusão com a Teck Resources, no valor de US$ 53 bilhões, deve receber aprovação entre setembro e março, ainda sujeita a avaliações regulatórias da China e da Coreia do Sul.

A Anglo American registrou prejuízo de US$ 3,7 bilhões no último relatório, após realizar nova baixa contábil em seu negócio de diamantes. A empresa continua vendendo ativos não essenciais e está em preparação para a fusão com a Teck Resources.

A companhia encerrou uma temporada de resultados mistas entre mineradoras listadas em Londres, com variações entre alta de diamantes e fraquezas de minério de ferro, carvão e diamantes em mercados desacelerados.

A queda ocorreu principalmente na unidade De Beers, com baixa contábil de US$ 2,3 bilhões. O valor contábil da área de diamantes caiu para US$ 2,3 bilhões, frente mais de US$ 4 bilhões anteriormente.

O Ebitda do grupo ficou em US$ 6,4 bilhões, dentro das expectativas dos analistas. A Anglo anunciou dividendos de US$ 0,23 por ação, totalizando cerca de US$ 200 milhões, abaixo do ano anterior.

A empresa já havia descontinuado ativos de níquel e carvão siderúrgico em julho, mirando foco nos ativos de cobre e minério de ferro. O desmembramento da platina também foi concluído.

A venda da De Beers está avançando, com a gestão avaliando ofertas finais vinculativas e possíveis parcerias, incluindo negociações com o governo de Botsuana. A operação continua sob monitoramento regulatório.

Aliança com a Teck

A Anglo mantém a fusão de US$ 53 bilhões com a Teck Resources, anunciada em setembro, inteiramente via ações. A conclusão depende de aprovações regulatórias, incluindo China e Coreia do Sul.

Duncan Wanblad, CEO, disse que acredita na aprovação entre setembro e março, mesmo diante do interesse de concorrentes. A operação criaria o quinto maior produtor de cobre do mundo.

A parceria com a Teck permite manter o objetivo de ampliar o portfólio de cobre, sem depender de aquisições com prêmio. A atuação conjunta deverá produzir mais de 1,2 milhão de t/ano de cobre.

O cenário de cobre segue tênue, porém com potencial de ganho diante da demanda de energia, construção e mobilidade elétrica. O minério de ferro continua desafiador para o grupo.

A Anglo reforçou o plano de concentrar-se em cobre e minério de ferro, mantendo a reestruturação como prioridade para a melhoria de caixa e governança.

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