- O BIS e reguladores internacionais alertam sobre a opacidade das grandes operações de venda de créditos, realizadas por bancos como Santander e BBVA, e pedem maior transparência.
- Santander e BBVA transferiram virtualmente perto de 90.000 milhões de créditos, em um movimento que chama atenção de supervisores.
- BCE, FMI e BIS destacam riscos e a necessidade de maior clareza nessas operações complexas.
- O BIS afirma que, se a inflação continuar alta, os bancos centrais devem subir mais os juros e manter o custo do dinheiro elevado por mais tempo.
- Há surpresas regulatórias: o BIS propõe endurecer os requisitos de capital para criptoativos, igualando o tratamento de stablecoins aos de meios de pagamento devido ao seu caráter sistêmico.
O Banco Internacional de Pagos (BIS) alerta sobre a opacidade e os riscos de vendas de crédito realizadas por grandes bancos, citando Santander e BBVA como exemplos. Autoridades do BCE, FMI e BIS destacam a complexidade dessas operações e a necessidade de transparência para evitar impactos no sistema financeiro.
Os documentos do BIS também discutem parâmetros de remuneração e governança. O salário total de Christine Lagarde, segundo o Financial Times, pode superar 700 mil euros, elevando a discussão sobre remunerações no setor público europeu.
Perspectivas monetárias e estabilidade financeira
O BIS aponta que a inflação persiste e defende alta adicional de juros por parte dos bancos centrais, argumentando que o controle inflacionário não terminou. Relatórios reiteram a importância de manter o preço do dinheiro elevado por mais tempo para evitar novas crises.
Além disso, o BIS enfatiza a necessidade de reforçar requisitos de capital, especialmente diante da exposição a criptoativos. Propostas distinguem tokens e stablecoins de moedas voláteis, visando reduzir riscos ao sistema financeiro.
Criptomoedas, regulação e liquidez
Os reguladores globalmente criticam criptomoedas, chamando o sistema de autoconfiante e sem futuro estável. Em contrapartida, as transações ilícitas com ativos digitais teriam recuado 65% no primeiro semestre, segundo o BIS.
Outra linha de atuação é ampliar a supervisão da indústria de investimentos, criando colchões de liquidez e solvência para reduzir a dependência de intervenções de emergência dos bancos centrais durante choques financeiros.
Panorama econômico e institucional
O BIS observa que há desconexão entre bolsas e a realidade econômica, com mercados registrando ganhos acima de 50% desde quedas de março. O organismo também ressalta riscos associados à retirada de reservas de bancos e aos efeitos imprevisíveis de ajustes de mercado.
A instituição analisa ainda o papel de instituições internacionais, como o FMI e o BCE, e observa que a ordem econômica global tem se movido com pouca presença de lideranças tradicionais, em meio a mudanças geopolíticas.
Regulação financeira e Basileia III
Bruxelas sinaliza flexibilização do Basileia III para a banca, exigindo cerca de 27 bilhões de euros de capital até 2030. Ao mesmo tempo, o BIS recomenda avanços regulatórios para reduzir a necessidade de intervenções em choques, fortalecendo a resiliência do sistema.
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