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Nutrien prevê aumento da demanda por potássio, mesmo com baixos retornos

Nutrien prevê alta demanda por potássio em 2026, sustentada por safras de 2025 e menor aplicação de fosfatados, mesmo com baixa rentabilidade no varejo brasileiro

Unidade da Nutrien perto de Saskatoon
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  • A Nutrien prevê aumento da demanda por potássio em 2026, impulsionado por safras fortes de 2025, menor aplicação no outono nos EUA e custo relativo baixo do fertilizante.
  • Vendas de potássio na América do Norte devem acelerar para reabastecer o solo após safra recorde e janela de aplicação reduzida.
  • O clima favorável na Austrália deverá incentivar os agricultores a comprar potássio.
  • No Brasil, as vendas no varejo de produtos agrícolas seguem prejudicadas pela baixa rentabilidade, levando produtores a adiar compras.
  • Globalmente, produtores enfrentam queda nos preços de grãos; nos EUA pode haver redução de hectares de milho e, na primavera, possível queda na aplicação de fosfato, enquanto o uso de potássio deve permanecer estável por ser o fertilizante mais barato e pelas safras de 2025 que absorveram nutrientes.

A Nutrien projeta alta na demanda por potássio em 2026, mesmo diante de retornos agrícolas baixos. A empresa aponta que safras robustas em 2025 e custos competitivos do potássio devem sustentar o consumo de nutrientes para culturas. O cenário ocorre enquanto produtores reduzem o uso de fertilizantes fosfatados.

Durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre, a Nutrien afirmou que a demanda por potássio deverá crescer por causa das safras de 2025, da menor aplicação no outono dos EUA e da vantagem de preço do potássio frente a outros fertilizantes.

Segundo Ken Seitz, presidente-executivo, as vendas de potássio na América do Norte devem ser alimentadas pela necessidade de reabastecer nutrientes do solo após safra recorde e janela de aplicação mais curta no outono. O tempo bom na Austrália também deve incentivar compras.

No varejo brasileiro, as vendas de produtos agrícolas da Nutrien continuam pressionadas pela baixa rentabilidade para os agricultores, o que leva produtores a adiar compras. Seitz mencionou esse efeito como fator relevante no mercado local.

Em nível global, agricultores enfrentam dilema entre preços de grãos baixos e custos elevados de fertilizantes, que recuaram menos que os grãos desde a recuperação pós-pandemia. A dinâmica acompanha a precificação de fosfatos e nitrogênio.

Analistas apontam que, nos EUA, espera-se redução de hectares plantados com milho em 2026, influenciados pelos custos de fertilizantes nitrogenados. A possibilidade de menor uso de fosfato na primavera depende do aperto de margens.

Seitz ressalta que não prevê queda no uso de potássio, que continua sendo o fertilizante mais barato, com safras de 2025 tendo absorvido grande parte dos nutrientes do solo. A busca por safras altas mantém o foco dos agricultores no rendimento.

A Nutrien explica que a decisão de adiar compras de fosfato não implica atraso no potássio, cuja demanda deve se manter estável pela necessidade de nutrição de culturas com margens desafiadoras. O cenário global segue sob monitoramento.

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