- Zohran Mamdani apresentou orçamento de Nova York que, segundo ele, busca tornar a cidade mais acessível, porém o documento é visto como pouco viável.
- A cidade projeta gasto total de 127 bilhões de dólares, semelhante ao orçamento de um país médio, como Grécia ou Tailândia.
- O orçamento municipal vem crescendo, mesmo com a população em queda acelerada durante a pandemia e ainda abaixo do nível de 2020.
- O gasto per capita é mais alto do que cidades como Los Angeles e muito superior ao de Houston; o foco em educação é de alto valor, com gasto por aluno próximo de 35 mil dólares em 2026.
- A proposta envolve aumentar impostos sobre renda e atividades corporativas, ou elevar impostos sobre a propriedade; especialistas apontam que o crescimento de programas sem habitação suficiente eleva a falta de acessibilidade.
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Para Mamdani, orçamento de Nova York é inescapavelmente caro
A proposta de orçamento de Zohran Mamdani para Nova York City elevou as despesas a 127 bilhões de dólares, número que suscitou questionamentos sobre a viabilidade financeira da cidade. A divulgação ocorreu nesta semana, com a leitura de um orçamento que muitos julgam acima do que a conjuntura econômica permite.
A cidade tem visto pressões fiscais históricas. Desde 2014, o gasto municipal quase dobrou, em meio a uma queda populacional durante a pandemia e uma recuperação ainda incompleta. A diminuição de moradores reduziu a base de contribuintes, pressionando a relação entre custo público e arrecadação.
Desempenho fiscal e educação
O gasto per capita em 2023 ficou bem acima de cidades como Los Angeles e Houston. O sistema educacional permanece entre os maiores do país, com gasto escolar acima de 40 bilhões de dólares e previsão de gasto por aluno próximo de 35 mil dólares em 2026, apesar de resultados variáveis em testes e formatura.
A alta tributária na cidade já é conhecida. Levas de impostos combinados, estaduais, municipais e federais, elevam a alíquota marginal para muitos residentes. A tributação corporativa também ocupa o topo do país, com o total somado chegando a 17,44%.
Propostas de política pública
Mamdani sinaliza aumento de impostos sobre renda e empresas, com a ameaça de elevar o imposto sobre a propriedade em quase 10%. Isso ocorre em um contexto de custos de moradia elevado, com participação de imóveis na despesa familiar acima da média nacional.
Analistas citados apontam que subsídios habitacionais elevaram os gastos sem frear o preço dos aluguéis, e defendem uma abordagem voltada à construção de habitação a preços de mercado para ampliar a base de contribuintes, atrair pessoas e dinamizar a economia local.
Caminhos para a cidade
Especialistas sugerem que, se o objetivo é acessibilidade, a solução passa pela oferta de moradia suficiente para a classe média, reduzindo a dependência de subsídios. Esforços para facilitar a construção de moradias de mercado podem ampliar população, base tributária e atividade econômica.
Créditos: esta matéria foi originalmente publicada no Washington Post e republicada pelo Portal Tela como parte de uma síntese de trabalhos de Fareed Zakaria. Fontes adicionais são citadas pela imprensa norte-americana, sem links neste texto.
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