- O USDA projeta plantio de milho em 94 milhões de acres para 2026 e soja em 85 milhões de acres, abaixo do recorde de milho de 98,8 milhões de acres em 2025 e acima da safra de soja de 81,2 milhões de acres em 2025.
- A renda agrícola dos EUA deve cair 0,7%, mesmo com pagamentos governamentais quase recordes, que devem representar quase 29% da receita dos produtores.
- Estimativa indica que, no fim de 2026/27, haverá 1,837 bilhão de bushels de milho em estoque e 355 milhões de bushels de soja.
- As exportações de milho em 2026/27 devem chegar a 3,1 bilhões de bushels, enquanto as de soja devem subir para 1,7 bilhão de bushels.
- A demanda doméstica por óleo de soja, usado em biocombustíveis, sustenta preços, e a rotação de culturas pode mudar em parte das áreas se houver oportunidade de lucro.
O USDA projeta maior plantio de soja e recuo do milho nos EUA em 2026. A estimativa aponta safras entre as maiores já registradas, apesar de custos elevados e demanda global fraca. A instituição afirma que muitos produtores devem reconsiderar áreas de cultivo.
Para 2026, o plantio de milho deve totalizar 94 milhões de acres, abaixo do recorde de 98,8 milhões em 2025. Já a soja deve alcançar 85 milhões de acres, ante 81,2 milhões no ano anterior. As variações refletem custos de insumos e preços pressionados.
A renda agrícola deve cair 0,7% com pagamentos governamentais quase recordes, estimados em quase 29% da receita dos produtores. No Meio-Oeste, a prática de rotação de culturas persiste, mas alguns produtores podem romper esse ciclo para lucrar mais.
Perspectivas para o milho e a soja
A área de milho ficou abaixo da previsão média de 94,9 milhões de acres apurada pela Reuters. A soja, contudo, ficou acima da média de 84,9 milhões. Analistas destacam demanda estável para etanol e exportação, mesmo com preços do milho em baixa.
O USDA também aponta safras de milho em 2026 de 15,755 bilhões de bushels e de soja em 4,450 bilhões. Ao fim de 2026/27, a previsão é de 1,837 bilhão de bushels de milho em estoque, abaixo do recorde de 2,127 bilhões de bushels.
Exportações devem favorecer a soja, com 1,7 bilhão de bushels previstas, alta de 125 milhões ante 2025/26. As exportações de trigo ficam em 850 milhões de bushels, com queda de 50 milhões ante o ano atual.
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