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Shein x Primark disputa expõe virada do varejo físico para o digital

Primark encara alta de preços e avanço do e-commerce, com AB Foods estudando separar a varejista para testar desempenho independente no Reino Unido e Europa

Dificuldades recentes da Primark refletem, em parte, um ambiente econômico adverso que afeta varejistas em todo o Reino Unido e na Europa (Foto: Jason Alden/Bloomberg)
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  • A Primark enfrenta mudança de hábitos de compra no Reino Unido e Europa, com preços mais altos e crescimento do e‑commerce, beneficiando concorrentes como Shein e Temu.
  • A AB Foods, controladora, avalia separar a Primark do grupo para testar seu apelo de forma independente; decisão deve sair em abril, com o desmembramento possivelmente ocorrendo em até 18 meses.
  • O desempenho recente é fraco: vendas no período de festas abaixo do esperado e lucro em desaceleração, em meio a pressão de custos e inflação; a Primark não tem um presidente-executivo permanente desde março do ano passado.
  • A Primark continua com modelo de lojas físicas de baixo preço, mas enfrenta competição de H&M, Zara e, no online, Shein e Temu; há expansão internacional, incluindo nova loja‑âncora nos Estados Unidos (Manhattan).
  • Analistas apontam que a elevação de preços mínimos na região deve favorecer concorrentes e que, para manter a vantagem, a rede precisa aumentar visibilidade e marketing, além de ajustar sua estratégia digital.

A alta de preços e a expansão do comércio eletrônico aceleram a virada do consumo no Reino Unido e na Europa, privilegiando vendas por apps de moda barata da China. A tendência ganha força enquanto a AB Foods avalia separar a Primark do grupo para testar o apelo do negócio de forma independente.

A Primark enfrenta queda de desempenho em meio a um ano turbulento e a um lucro mais fraco. A varejista, controlada pela Associated British Foods, ainda não tem presidente executivo permanente desde a saída de Paul Marchant em março passado.

O momento é de inflação pressionando o orçamento familiar, o que aumenta a atratividade da Shein e da Temu e empurra consumidores para compras online de sites de baixo custo. A Primark, porém, mantém forte presença física, com lojas em cerca de 500 unidades.

A AB Foods apresenta um cenário em que a separação da Primark pode beneficiar outros negócios do grupo, como açúcar e ingredientes, menos compreendidos pelo mercado. Ainda não houve decisão tomada; o conselho analisa interesses de longo prazo.

No Reino Unido, os preços de entrada da Primark subiram entre 2023 e 2025, segundo analistas, acompanhando a inflação e impostos. A companhia afirma não ter alterado preços de itens-chave como camisetas infantis de 1,30 libra, mas admite reajustes em outras áreas.

Em plena ofensiva contra e-commerce, a Primark passou a oferecer compras online com retirada em loja no Reino Unido e lançou aplicativo de catálogo na Itália e na Irlanda, com expansão prevista. O objetivo é reduzir a vantagem de varejistas digitais de preço baixo.

Analistas destacam que o modelo de lojas físicas continua sob pressão, especialmente diante da entrada da Lefties, da Inditex, na costa britânica, e da consolidação de marcas como H&M e Zara. Ainda assim, a Primark mantém estratégia de expansão internacional, incluindo EUA.

A direção avalia o impacto de mudanças regulatórias, como a eliminação da isenção de minimis para envio de itens de baixo valor, que afeta concorrentes online. O governo britânico planeja encerrar o benefício até 2029, o que pode reconfigurar o atrativo de compras internacionais.

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