- A Anatel fixou até 2028 para que operadoras derrubem ligações originadas por falsificação de número (spoofing).
- O problema envolve criminosos que fazem o identificador de chamadas exibir números confiáveis, enganando as vítimas.
- A ABR Telecom, que reúne as principais operadoras, trabalha em uma solução para autenticar as ligações, com custo estimado acima de R$ 1 bilhão para implementação inicial.
- Diante do alto custo, a associação busca alternativas mais baratas e está reestruturando o projeto e o processo de licitação.
- A proposta é inserir uma “chave” na rede que verifique se o número de origem confere com o número da chamada; se houver divergência, a ligação não é completada.
O que aconteceu: entidades do setor de telecomunicações trabalham para autenticar ligações e impedir golpes. A Anatel estabeleceu, em 2025, prazo até 2028 para que as operadoras derrubem chamadas com números falsos de origem usadas em golpes.
Quem está envolvido: a Anatel, as operadoras de telefonia fixa e móvel e a ABR Telecom, associação que reúne grandes empresas do setor. A ABR coordena a busca por soluções técnicas e orçamentos para a implementação do sistema.
Quando e onde: a determinação foi publicada em 2025, com aplicação no Brasil. As notificações abrangem redes nacionais de telecomunicações, englobando operadoras de todo o país.
Por quê: a prática de spoofing aumenta o volume de golpes contra consumidores e instituições. O objetivo é tornar as ligações verificáveis, reduzindo a possibilidade de enganos que levam a fraudes.
Associação procura alternativas
A ABR Telecom estima que a implantação de um sistema completo de bloqueio pode superar o custo de 1 bilhão de reais. Diante do valor, a entidade busca opções mais econômicas para não repassar custos aos usuários.
Segundo o presidente da ABR Telecom, Abraão Balbino, a fase atual envolve orçar alternativas mais baratas, licitar fornecedores e retomar o projeto com estrutura revisada. A expectativa é reduzir significativamente o custo previsto.
A proposta em desenvolvimento prevê inserir uma “chave” nas redes que confirme a coincidência entre o número apresentado e a origem real da chamada. Se houver discrepância, a ligação não é concluída, conforme Balbino.
#### Desdobramentos e desafios
Balbino ressaltou que as redes não estavam preparadas para o volume atual de chamadas não desejadas. Ele compara a validação de chamadas a um controle de trânsito: sem um sistema de validação, redes permanecem vulneráveis a golpes e a insatisfação dos usuários cresce.
O objetivo é que cada chamada carregue uma assinatura de verificação. Assim, as operadoras conseguiriam bloquear tentativas de fraude antes de alcançar o destinatário.
Este texto reproduz informações disponíveis até o momento, creditando as fontes sempre que houver referência a conteúdos de terceiros.
Entre na conversa da comunidade