- A Cosan avalia realizar uma oferta pública inicial (IPO) da sua unidade de gás e energia, a Compass, como parte de esforços para reduzir a alavancagem.
- A ação seria uma nova tentativa de abrir o capital da Compass, que já havia sido adiada em 2020 devido às condições de mercado; na época, a operação estava prevista em cerca de R$ 5 bilhões.
- A avaliação ocorre em um cenário de desinvestimento de ativos e necessidade de caixa, após maior endividamento em Raízen, a principal produtora de açúcar e etanol do grupo.
- A joint venture com a Shell tem recebido suporte financeiro e recentemente sofreu rebaixamento de rating para grau especulativo, o que acelera a busca por capital externo.
- Analistas destacam que, se houver demanda, o ativo poderá ter aceitação no mercado, desde que o preço reflita corretamente o valor e o cenário.
A Cosan avalia realizar uma oferta pública inicial (IPO) da sua unidade de gás e energia, a Compass, segundo comunicado ao mercado. A operação seria parte dos esforços do grupo para reduzir o endividamento.
A ideia de abrir capital da Compass já havia sido discutida em 2020, quando a operação chegou a ser estimada em cerca de R$ 5 bilhões, mas foi cancelada diante das condições de mercado.
A proposta ocorre no contexto de desinvestimentos para diminuir a alavancagem, após a entrada de capital recente no ano passado. O foco está na dívida de Raízen, principal negócio do grupo.
Raízen, joint venture com a Shell, tem visto seus ratings rebaixados para grau especulativo, com a necessidade de caixa da Cosan apontada como fator que pode atrair potenciais compradores.
Analistas divergem na avaliação do momento e do preço. Enquanto alguns veem demanda pela Compass, outros destacam que a última avaliação foi excessivamente otimista.
Fontes: Bloomberg, com colaboração de Rachel Gamarski.
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