- No Brasil, o mercado de M&A seguiu aquecido entre 2024 e 2025, com mais de 1.100 transações e cerca de R$ 220 bilhões em movimentação, concentradas em tecnologia, infraestrutura, energia e serviços financeiros.
- A aquisição da Linx pela Totvs, anunciada em julho de 2025 por R$ 3,05 bilhões, revela que valor de mercado não captura plenamente o potencial de sinergias e maturidade tecnológica.
- O histórico mostra que opções como earn-outs, condições precedentes e ajustes de preço pós‑closing podem reduzir o valor real da transação se mal estruturados.
- Riscos reputacionais e questões de compliance podem paralisar negociações ou reduzir o valuation, especialmente em operações de grande porte.
- Para 2026, fundos de private equity e investidores internacionais favorecem receita recorrente, governança sólida e financiamento híbrido, com cláusulas que protegem capital e permitem crescimento sustentável.
Em 2026, analistas destacam que o sucesso de M&As no Brasil depende de estruturas contratuais, governança e financiamento, não apenas do preço. O mercado manteve impulso entre 2024 e 2025, com mais de 1.100 transações e giro próximo de 220 bilhões de reais. Os setores de tecnologia, infraestrutura, energia e serviços financeiros aparecem entre os mais ativos.
Especialistas apontam que muitos negócios fracassam por falhas não refletidas em relatórios ou comunicados. Um caso citado envolve a aquisição da Linx pela Totvs, anunciada em julho de 2025 por 3,05 bilhões de reais. Em 2020, a Linx havia sido adquirida pela StoneCo por 6,7 bilhões de reais, com ágio elevado para dominar o varejo digital.
O preço não é determinante único. O valor real de uma empresa depende de fatores como maturidade tecnológica, integração operacional, dependência de clientes-chave e riscos regulatórios. Estruturas de earn-outs, condições precedentes e ajustes pós closing podem impactar o valor final de forma relevante.
Contexto de mercado
Riscos reputacionais também aparecem como determinantes. Em grandes operações, questões de compliance, investigações ou menções a executivos podem paralisar negociações ou reduzir a avaliação. Casos de passivos ocultos ou investigações em andamento costumam exigir cláusulas de proteção reputacional bem desenhadas.
O financiamento das operações, especialmente com dívidas híbridas, exige atenção a covenants e prazos de pagamento. Restrições rígidas podem atrasar earn-outs mesmo em empresas com boa saúde financeira, segundo especialistas.
Setores e tendências em 2026
No setor de saúde, fusões e joint ventures, como a parceria entre Dasa e Amil para criar a rede Ímpar, ressaltam a importância de governança pós closing. Em ambientes com múltiplos sócios, decisões e vetos precisam de regras claras para evitar atrasos.
Empresas com receita recorrente, governança sólida e compliance rigoroso tendem a atrair capital com menos contrapesos. Startups e empresas de tecnologia que estruturam earn-outs e financiamentos híbridos conseguem manter controle estratégico sem perder acesso a recursos.
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