- Mais de um terço dos novos líderes falha nos primeiros 18 meses, segundo o livro A CEO for All Seasons da McKinsey.
- A transição envolve desaprender hábitos e estabelecer um propósito coletivo, não apenas um avanço no currículo.
- O desafio é passar de “é sobre mim” para “não é sobre mim”, reduzindo o isolamento e servindo funcionários e clientes.
- Cinco passos para um começo forte: reconhecer que é preciso aprender, aceitar a solidão, ouvir a cultura antes de agir, formar uma equipe espelho e estabelecer um propósito regenerativo.
- A coragem na liderança significa renovar hábitos e transformar mudança pessoal em transformação institucional, com foco em avançar junto com a equipe.
Ao apresentar a transição de liderança, o livro A CEO for All Seasons, de autores da McKinsey, afirma que a chegada ao posto de CEO marca o início de uma nova escalada. Mais de um terço dos novos executivos falha nos primeiros 18 meses, e 90% reconhecem que poderiam ter gerido a mudança de outra forma.
A obra explica que ser CEO não é um ponto final no currículo, mas uma transformação pessoal. Desaprender hábitos antigos e redefinir o propósito coletivo são pilares para consolidar a liderança frente a desafios complexos.
Ken Frazier, ex-CEO da Merck, ilustra o conflito de identidade: o cargo confere poder, porém isola. Ele ressalta a importância de servir funcionários e clientes, em vez de favorecer o ego, repetindo que o dever é não estruturar o amanhã em torno do próprio título.
O livro compara dois estilos de legado: quem busca impor seus “não negociáveis” e quem foca no que a organização precisa evoluir. O segundo contempla a renovação de equipes e o fortalecimento da missão institucional, com foco no longo prazo.
A transição psicológica é destacada como essencial. Sam Hazen, da HCA Healthcare, alerta que sucesso requer renovação contínua, não acomodação após a nomeação. O trabalho começa na hora da nomeação, não no alcance do cargo.
Para lidar com a solidão da posição, a obra descreve a mudança de dinâmica: pares tornam-se subordinados e o conselho atua como liderança compartilhada. Surge a necessidade de autocontrole e de uma bússola ética voltada ao coletivo.
Cinco passos são apresentados para um começo forte: reconhecer o desconhecimento inicial; aceitá-lo como parte do processo; ouvir a cultura antes de agir; montar uma equipe que espelhe perspectivas diversas; e estabelecer um propósito regenerativo.
A coragem, segundo o livro, aparece quando o líder revisita hábitos. A renovação pessoal emerge quando se questiona a própria prática, evitando a tentação da certeza. A ideia é liderar com curiosidade, não com domínio.
O texto reforça que o avanço depende de regenerar propósito, equipe e energia da organização. Liderar não é apenas chegar ao topo, mas deixar a empresa mais viva, produtiva e preparada para clientes, acionistas e sociedade.
Entre na conversa da comunidade