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Vale prevê investir US$ 3,5 Bi em cobre para Carajás até 2030

Vale prevê US$ 3,5 bilhões em cobre em Carajás entre 2026 e 2030, mirando até 1 milhão de toneladas por ano, com impacto positivo no fluxo de caixa

Máquinas trabalham na extração de minérios.
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  • Vale prevê investir US$ 3,5 bilhões em projetos de cobre em Carajás (PA) entre 2026 e 2030, com aportes anuais: US$ 300 milhões em 2026, US$ 400 milhões em 2027, US$ 800 milhões em 2028, US$ 900 milhões em 2029 e US$ 1,1 bilhão em 2030.
  • A empresa atualizou estimativas de fluxo de caixa livre da Vale Base Metals para US$ 1,1 bilhão em 2026 (em termos reais) e FCFE da Vale para a faixa de US$ 4,6 bilhões a US$ 5,7 bilhões em 2026.
  • As ações da Vale subiam 0,53% às 12h após a divulgação.
  • No quarto trimestre de 2025, a Vale teve prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões, influenciado por baixas contábeis em ativos de níquel no Canadá.
  • Excluindo itens não recorrentes, o lucro líquido proforma do período foi de US$ 1,5 bilhão, alta de 68% frente ao mesmo período do ano anterior.

A Vale informou que planeja investir US$ 3,5 bilhões em projetos de cobre em Carajás (PA) entre 2026 e 2030. Os aportes serão distribuídos de forma escalonada ao longo dos anos, com valores de US$ 300 milhões em 2026, US$ 400 milhões em 2027, US$ 800 milhões em 2028, US$ 900 milhões em 2029 e US$ 1,1 bilhão em 2030.

A empresa também atualizou projeções de fluxo de caixa da Vale Base Metals, estimando US$ 1,1 bilhão em 2026 em termos reais, e FCFE da Vale entre US$ 4,6 bilhões e US$ 5,7 bilhões no mesmo ano. As informações constam de fato relevante divulgado nesta segunda-feira.

Após a divulgação, as ações da Vale operavam em alta de 0,53% às 12h, refletindo o ajuste nas metas de negócio e a expectativa de geração de caixa.

Resultados recentes e cenário do setor

A Vale publicou, em 12 de fevereiro, o balanço do quarto trimestre de 2025, com prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões. O resultado ficou acima do registrado no mesmo período de 2024, em US$ 694 milhões, impactado por baixas contábeis.

A companhia destacou impairment de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals, no Canadá, decorrente da revisão de premissas de preço de longo prazo. Houve ainda baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias.

Excluídos itens não recorrentes, o lucro líquido proforma do 4T-2025 ficou em US$ 1,5 bilhão, alta de 68% frente ao ano anterior, puxado pelo EBITDA proforma e pela avaliação a mercado de swaps cambiais.

Panorama do setor mineral

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) projeta altos investimentos no setor nos próximos cinco anos, totalizando US$ 76,9 bilhões, 12,5% acima da estimativa anterior. Cobre e fertilizantes devem puxar o crescimento, com altas para US$ 8,6 bilhões e US$ 6,9 bilhões, respectivamente.

Ainda conforme o Ibram, o minério de ferro permanece na liderança em volume de investimentos, estimado em US$ 19,8 bilhões, com alta de 1,1%. Projetos socioambientais devem alcançar quase US$ 15 bilhões, refletindo a composição do mercado.

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