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Dólar sobe levemente no Brasil ante cautela com tarifas dos EUA

Dólar avança levemente no Brasil diante de tarifas de dez por cento nos EUA e tensões com o Irã; déficit em transações correntes sobe

Notas de cinco e vinte dólares em foco.
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  • Às 9h35, o dólar à vista subia 0,24%, para R$ 5,1820, enquanto o dólar futuro para março na B3 avançava 0,14%, a R$ 5,1865; na segunda-feira, o câmbio encerrou em queda de 0,14%, a R$ 5,1693.
  • Os Estados Unidos passaram a aplicar tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções, medida anunciada pela alfândega e associada à decisão da Suprema Corte sobre tarifas do governo anterior.
  • A medida surge em meio a dúvidas sobre acordos comerciais dos EUA com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido, e ocorre em meio a tensões com o Irã.
  • No exterior, o dólar subiu ante o iene, o euro e a libra, com o mercado monitorando também a possibilidade de acordo entre EUA e China sobre mísseis, segundo a Reuters.
  • No Brasil, o Banco Central informou déficit em transações correntes de US$ 8,36 bilhões em janeiro, acima da expectativa de US$ 6,4 bilhões, enquanto os investimentos diretos no país somaram US$ 8,168 bilhões, acima do esperado.

O dólar registra alta leve no Brasil nesta terça-feira, enquanto também avança frente a algumas moedas globais. Investidores permanecem cautelosos devido à nova rodada de tarifas anunciada pelos EUA e às tensões entre EUA e Irã.

No exterior, o dólar sobe ante iene, euro e libra, enquanto no Brasil o mercado acompanha o ajuste do câmbio diante da política tarifária norte-americana e cenários geopolíticos. O ajuste ocorre em meio a dúvidas sobre acordos comerciais com parceiros.

Às 9h35, o dólar à vista tinha alta de 0,24%, cotado a R$5,1820. O contrato de dólar futuro para março, o mais líquido no país, subia 0,14%, para R$5,1865.

Na segunda-feira, o dólar encerrou o pregão com recuo de 0,14%, a R$5,1693. A diferença entre fechamento e abertura reflete a volatilidade local frente às notícias externas.

Estes movimentos ocorrem após os EUA terem aplicado tarifa adicional de 10% sobre produtos não cobertos por isenções, decisão associada à recente decisão da Suprema Corte. A medida reacende dúvidas sobre acordos com Japão, UE e Reino Unido.

Paralelamente, a Reuters informou que EUA e Irã discutem possibilidade de acordo com a China para fornecimento de mísseis antinavios, enquanto Washington mobiliza força naval próxima ao Irã. Esses fatores elevam a incerteza regional.

No Brasil, o Banco Central divulgou que o déficit em transações correntes ficou em US$ 8,36 bilhões em janeiro, acima da expectativa de US$ 6,4 bilhões. O resultado supera o mês anterior, quando houve déficit menor.

Já os investimentos diretos no país somaram US$ 8,168 bilhões em janeiro, acima do previsto de US$ 7,0 bilhões, mas insuficientes para compensar o déficit em transações correntes. Em janeiro de 2025, o saldo de IDP foi de US$ 6,708 bilhões.

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