- Daniel Burman foi nomeado head of original content Disney+ para América Latina e assume a posição em março, para fortalecer o portfólio de produções originais na região.
- Burman vem da The Mediapro Studio e é sócio fundador da produtora argentina BD Cine, com atuação internacional; o objetivo é desenvolver histórias com relevância regional e potencial internacional.
- A nomeação ocorre em meio a mudanças na liderança da The Walt Disney Company, com Josh D’Amaro como novo CEO e Dana Walden como diretora criativa-chefe.
- Em 2026, também houve outras mudanças: Kristina Schake deixou a posição de senior executive vice president e CCO; Asad Ayaz, Benjamin Swinburne e Michael Moriaty passaram a ocupar cargos executivos na área de marketing, relações com investidores e finanças, respectivamente.
- O momento acompanha pressões por desempenho financeiro, após perdas no streaming com custos elevados; no primeiro trimestre fiscal, a Disney registrou US$ 2,48 bilhões de lucro líquido, com queda de US$ 160 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior, além de resultados desportivos impactados pelo áudio de programação esportiva no Disney+, Hulu.
A Walt Disney Company anunciou nesta quarta-feira, 25, a nomeação de Daniel Burman como head of original content Disney+ para a América Latina. A mudança tem o objetivo fortalecer a estratégia e a execução do portfólio de produções originais da plataforma na região.
Burman chega com passagem pela The Mediapro Studio, onde liderou projetos que renderam quatro indicações ao Emmy Internacional e reconhecimento em Cannes. Ele também é sócio fundador da BD Cine, produtora argentina com atuação internacional.
Movimentações na liderança
A nomeação de Burman ocorre em meio a alterações no alto escalão da empresa, com Josh D’Amaro eleito CEO e a assunção do cargo em 18 de março. Dana Walden passa a diretor de criação, após disputar posição com D’Amaro.
Kristina Schake deixa o posto de sênior executive vice president e CCO, sem substituto definido até o momento. Em 2026, a Disney também nomeou Asad Ayaz para CMBO, Benjamin Swinburne para investor relations e Michael Moriaty para CFO da Disney Experiences.
A chegada de um novo CEO costuma provocar ajustes na equipe para alinhar novas visões e prioridades. A empresa busca integrar estúdios, parques, televisão e streaming, com foco em rentabilidade, posicionamento global da marca e uso de tecnologia.
Novos Desafios
O balanço do 1º trimestre fiscal, encerrado em dezembro, mostrou lucro líquido de US$ 2,48 bilhões, queda de US$ 160 milhões ante o mesmo período do ano anterior. Os custos de programação, produção e marketing pesaram no resultado.
O lucro operacional do segmento de esportes foi de US$ 191 milhões, 56 milhões abaixo do ano anterior. Em novembro de 2025, a Disney+ informou que apenas assinantes do plano premium teriam acesso à programação esportiva, gerando controvérsia entre consumidores.
O streaming Disney+ e Hulu segue gerando lucro menor frente a rivais como Netflix e YouTube, embora o resultado tenha melhorado no trimestre de dezembro. O desempenho continua desafiador para a companhia.
Entre na conversa da comunidade