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Tarifa dos EUA começa em 10% e governo busca elevar para 15%

Tarifa temporária de 10% entra em vigor, com possibilidade de aumento para 15%, criando incerteza sobre a direção das políticas comerciais dos EUA

Shipping containers at the port of Oakland following the Supreme Court's ruling that Trump had exceeded his authority when he imposed tariffs, in Oakland, California, U.S., February 23, 2026.
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  • os estados unidos começaram a cobrar uma tarifa temporária global de 10% sobre importações, a partir da meia-noite de hoje.
  • a administração trump sinalizou a intenção de elevar a tarifa para 15% sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mas não houve uma ordem formal até o momento.
  • a alfândega norte-americana informou aos importadores que a taxa seria de 10%; a possibilidade de 15% gerou dúvida sobre o plano e o cronograma.
  • a tarifa pode durar até 150 dias, visando enfrentar déficits na balança de pagamentos, segundo justificativas do governo.
  • a União Europeia e outros países buscaram manter acordos comerciais existentes, enquanto a China pediu negociações adicionais e analistas destacam incerteza contínua.

O governo dos EUA iniciou na terça-feira a cobrança de uma tarifa global temporária de 10% sobre importações, com a perspectiva de aumentá-la para 15%. A medida foi anunciada após a Suprema Corte ter limado parte das tarifas anteriores, e segue sob a proteção da Lei de Comércio de 1974, no âmbito do Seção 122. O objetivo declarado é enfrentar déficits de pagamentos internacionais.

A tarifa de 10% começou a valer à meia-noite, enquanto a coleta é executada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Um funcionário da Casa Branca afirmou a Reuters que não houve mudança de ideia sobre o aumento para 15%, mas não foi detalhado o cronograma. A CBP informou aos exportadores o rateio de 10% na prática.

A decisão gerou confusão entre investidores e governos aliados, com a percepção de que a política comercial permanece incerta. Analistas citados pela Reuters destacam que a tarifa pode ser revista ao longo do tempo, e que o cenário global pode se manter volátil mesmo com o novo imposto.

Impactos e reação

A União Europeia e outros parceiros sinalizaram entendimentos de transição, mantendo acordos existentes enquanto aguardam diretrizes adicionais dos EUA. O comissário de Comércio da UE ressaltou que haverá um período de adaptação, sem alterar o acordo vigente.

Mercados globais reagiram com cautela antes da abertura de pregões, com quedas moderadas em algumas bolsas e alta em outras, na expectativa de como o governo americano aplicará a nova tarifa. Empresas e traders aguardam clarificações sobre reembolsos e procedimentos para produtos já importados.

Contexto legal e recente andamento

A tarifa de 10% foi apresentada como resposta a déficits de balanço de pagamentos, estimando um déficit de bens de US$ 1,2 quatrilhão e um déficit atual de 4% do PIB. Analistas jurídicos indicam que o governo pode enfrentar contestações legais, dada a incerteza sobre a extensão da medida.

O governo condiciona a imposição a prazos de até 150 dias, com possibilidade de nova renovação. Enquanto isso, o presidente ainda não assinou ordem formal para o aumento de 15%, o que mantém a aplicabilidade da taxa de 10% temporária até novo ato.

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