- Tarifa de 10% entra em vigor nesta terça, menor do que os 15% anunciados no sábado.
- Suprema Corte dos EUA considerou inconstitucional a base legal de emergências de 1977, levando à revisão dos percentuais.
- Governo eliminou os percentuais e confirmou alíquota de 10%; Trump sinalizou uso de outros meios para manter tarifas, com possibilidade de aumento para 15% no futuro, conforme veículos internacionais.
- Mercados: pré-mercado dos EUA mostra leve alta; ações do ETF EWZ negociadas em Nova York também sobem, enquanto bolsas europeias operam com leve queda por incerteza sobre as tarifas.
- Indicadores relevantes: Brasil prevê IDE de US$ 7,0 bilhões em janeiro; saldo em transações correntes de janeiro projetado em −US$ 6,60 bilhões.
Na manhã desta terça-feira, 24 de fevereiro, mercados mostram reação contida ao anúncio de tarifas. As medidas entraram em vigor com alíquota de 10%, diferente do 15% previamente indicado pelo presidente Donald Trump. A atualização veio via Department of Homeland Security, CBP, na noite de segunda-feira.
O cenário é resultado de disputa legal e mudanças na estratégia comercial dos EUA. Na sexta-feira anterior, o Supremo dos EUA declarou inconstitucional o uso de uma lei de 1977 para embasar tarifas. Diante disso, o governo ajustou a tarifa para 10%, mantendo o discurso de uso de outros mecanismos.
Trump havia sinalizado, na mesma sequência de eventos, a possibilidade de tarifa de 15% em algum momento. A divulgação de ontem não trouxe explicação clara sobre o porquê da escolha de 10%, segundo a Reuters. Ainda assim, a divulgação não descartou mudanças futuras.
Tarifa em vigor e impactos
A decisão de aplicar 10% gerou volatilidade entre investidores e empresários que atuam com exportação para os EUA. Fontes ouvidas pela imprensa apontam que o recuo para 10% reduz riscos de curto prazo para parceiros comerciais, inclusive para o Brasil.
Mercados de ações norte-americanos abriram com leve alta no pré-mercado, acompanhando o tom de estabilidade. Em Nova York, o ETF EWZ, referência para ações brasileiras, registrou movimentos semelhantes, já que o desempenho externo influencia fluxos.
Na Europa, a sessão inicial mostrou cautela, com quedas moderadas em índices, diante da incerteza sobre a política tarifária dos EUA. Analistas destacam que o discurso de Trump no Estado da União pode definir próximos passos.
Indicadores e expectativas
Do lado financeiro, o desempenho de inflação, consumo e confiança do consumidor permanece sob observação. No Brasil, o mercado acompanha indicadores como investimento direto externo e saldo de transações correntes de janeiro, com números esperados acima e abaixo de zeros anteriores.
Nos EUA, a leitura de confiança do consumidor CB para fevereiro deve sustentar as expectativas de demanda interna. Os agentes também aguardam o discurso de Trump para novas diretrizes ou eventuais anúncios sobre tarifas adicionais.
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