- Larry Summers anunciou aposentadoria da Harvard, encerrando sua ligação com a instituição ao final deste ano letivo; não voltará a lecionar.
- A universidade informou que Summers encerra a relação histórica com Harvard, após décadas como aluno, professor e ex-presidente.
- A decisão ocorre meses após a divulgação de documentos que mostram proximidade de Summers com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
- E-mails entre 2018 e 2019 revelam Summers pedindo ajuda a Epstein em um caso extraconjugal com uma ex-aluna; as mensagens são citadas em investigações.
- Summers reconheceu, em nota, que a associação com Epstein foi um erro de julgamento; Epstein foi preso novamente em 2019 e morreu na cadeia.
O ex-secretário do Tesouro dos EUA e ex-presidente de Harvard, Larry Summers, anunciou a aposentadoria como professor da universidade. A decisão, comunicada pela instituição, encerra sua relação acadêmica ao final do ano letivo.
Segundo Harvard, Summers não retornará às aulas e encerra, oficialmente, 50 anos de vínculo com a instituição, iniciados quando chegou como estudante de pós‑graduação. A aposentadoria é apresentada pela universidade como definitiva.
Summers está afastado das salas de aula desde novembro, após a divulgação de mensagens em que buscava aconselhamento a Jeffrey Epstein, condenado por crimes envolvendo menores. Os documentos foram obtidos por veículos de imprensa e autoridades.
Esses e-mails integram conjunto de informações obtidas por comitiva do Congresso e pelo Departamento de Justiça, que apontam relação próxima entre Summers e Epstein mesmo após condenações anteriores.
Detalhes da relação com Epstein
A imprensa descreve mensagens trocadas entre 2018 e 2019, dias antes da prisão de Epstein pela segunda vez. Summers discute apoio a casos envolvendo a ex-aluna de Harvard e possíveis doações a terceiros ligados a Epstein.
Epstein foi primeiro preso em 2006 por crimes sexuais envolvendo menor de idade, liberado após fiança de 3 mil dólares. Em 2019, foi indiciado por tráfico sexual e morreu na prisão por enforcamento antes do julgamento.
A trajetória pública de Summers inclui ter sido presidente de Harvard. Ele é casado desde 2005 com uma professora de Literatura da universidade, mencionada nas discussões internas relacionadas ao caso.
Em nota, Summers reconheceu ter cometido erro de julgamento ao se associar a Epstein. A universidade informou que Summers encerrará sua atividade acadêmica ao fim deste ano letivo.
O que muda para Harvard
A aposentadoria de Summers encerra um capítulo de décadas na instituição e antecipa reavaliações sobre a relação entre a universidade e decisões de figuras associadas a controvérsias públicas. A comunidade acadêmica aguarda impactos institucionais.
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