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China amplia produção de chips para IA e mira quintuplicar capacidade até 2030

China amplia produção de chips para IA, mirando 100 mil wafers em dois anos e 500 mil até 2030, para reduzir dependência dos EUA

Engenheiro segura wafers, discos de silício usados na fabricação de chips, base da indústria de semicondutores e peça-chave no avanço da inteligência artificial
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  • O governo chinês pretende aumentar a fabricação de wafers de chips de menos de 20 mil para 100 mil unidades em dois anos, com meta de 500 mil até 2030, para reduzir a dependência dos EUA.
  • Empresas apoiadas incluem SMIC, Hua Hong Semiconductor e divisões da Huawei, com foco em chips para IA usados em apps, data centers e carros autônomos.
  • A medida visa acelerar a produção de componentes essenciais para IA e diminuir riscos de interrupções causadas por tensões comerciais com os Estados Unidos.
  • Analistas consideram que fabricantes chinesas ainda não conseguem suprir sozinhas toda a demanda por chips avançados, mantendo espaço para parcerias com empresas globais sob regras rígidas.
  • Entre 2024 e 2025, China ganhou fôlego com empresas como Hygon Information Technology e Cambricon Technologies; a DeepSeek recebeu autorização para comprar chips H200 da Nvidia como alternativa ao Blackwell.

O governo da China anunciou apoio para ampliar a produção de chips voltados à inteligência artificial, buscando reduzir a dependência dos EUA. Segundo a reportagem do Nikkei Asia, a meta é acelerar a fabricação de wafers, bases usadas na construção de chips, para equipar a indústria nacional de IA.

Atualmente, a China produz menos de 20 mil wafers. A meta é chegar a 100 mil unidades em até dois anos e, até 2030, alcançar 500 mil. O plano envolve empresas locais como SMIC, Hua Hong Semiconductor e divisões da Huawei, que investem mais em tecnologia própria após sanções americanas.

Plano de produção de wafers

O objetivo é ampliar rapidamente a capacidade de componentes essenciais para IA, usados em aplicações, data centers e veículos autônomos. O esforço visa encurtar a cadeia de suprimento interna e reduzir gargalos causados por disputas comerciais com os EUA.

Especialistas apontam que as restrições dos EUA forçaram fabricantes chineses a buscar alternativas domésticas. Donnie Teng, da Nomura Securities, disse ao Nikkei Asia que o futuro das empresas depende de atender à demanda com produtores locais.

Mesmo com o impulso nacional, analistas avaliam que providers chineses ainda não conseguem suprir sozinhos toda a demanda por chips avançados. Parcerias com empresas globais, como Nvidia, podem ocorrer sob regras rígidas.

Cenário de competição tecnológica

Entre 2024 e 2025, Hygon Information Technology e Cambricon Technologies cresceram como alternativas à Nvidia, diante da restrição de vendas de chips avançados à China. A Hygon teve crescimento anual de receita em torno de 45%, enquanto Cambricon triplicou o faturamento no período.

No começo deste ano, o governo chinês autorizou DeepSeek a comprar chips H200 da Nvidia como opção ao Blackwell, liberando a transação semanas após os EUA permitirem vendas limitadas a grupos como ByteDance, Alibaba e Tencent.

Bloomberg e outros emissores apontam que grandes players nacionais, como a Alibaba, investem em soluções próprias, como a IA Qwen3.5, aumentando a autonomia tecnológica. O cenário demonstra uma disputa contínua pela liderança em IA entre China e EUA.

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