- O CMN autorizou que os Correios possam captar mais até 8 bilhões de reais em empréstimo com garantias da União, para apoiar o Plano de Reestruturação da empresa.
- A decisão não descarta a possibilidade de os 8 bilhões virem de aporte direto do Tesouro Nacional, e não apenas de empréstimo.
- O martelo sobre a forma de captação deve ser batido apenas no fim do primeiro semestre, segundo pessoas envolvidas nas negociações.
- Em dezembro de 2025, os Correios já tinham fechado um empréstimo de 12 bilhões de reais com cinco bancos, com garantia da União, válido até 2040.
- O governo planeja manter a garantia para manter garantia de pagamento caso a estatal fique inadimplente, como parte do processo de reestruturação e de aperto financeiro de 2025 a 2026.
O governo federal ampliou o espaço disponível para os Correios captarem novo empréstimo com garantias da União. A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na quinta-feira, 26 de fevereiro. A medida aumenta o limite do crédito que a estatal pode obter com lastro do Tesouro.
Pelo governo, o objetivo é sustentar o Plano de Reestruturação Econômico-Financeira dos Correios, aprovado em dezembro de 2025. A ampliação, segundo o CMN, visa assegurar a continuidade do programa diante da crise financeira da empresa.
A soma de recursos ainda pode não se traduzir em empréstimo. Integrantes do governo e da própria estatal avaliam a possibilidade de usar aportes diretos do Tesouro Nacional, em vez de contrair dívida adicional. O desfecho deve ocorrer até o fim do 1º semestre.
Contexto recente
Os Correios já haviam fechado um empréstimo de 12 bilhões de reais com cinco bancos nacionais no fim de 2025. A operação contou com garantia da União e vale até 2040, integrando o pacote de reestruturação da empresa.
O Tesouro Nacional autorizou o empréstimo de 12 bilhões e ressaltou que a operação respeitou os limites de juros previstos para créditos com garantia da União. Questionamentos sobre condições foram avaliados pela autoridade financeira.
A crise dos Correios se agrava. Entre janeiro e setembro do ano passado, o grupo registrou prejuízo de cerca de 6 bilhões de reais. O resultado de 2025 ainda não foi divulgado e a pasta econômica prevê que o déficit em 2026 chegue a aproximadamente 9,1 bilhões.
Entre na conversa da comunidade