- O Negócio Raiz é uma iniciativa da Aliança Empreendedora, com apoio da Youth Business International e financiamento da Standard Chartered Foundation, que forma jovens de 18 a 35 anos para negócios ligados à sociobioeconomia e identidade territorial.
- Em 2025, mais de 4,6 milhões de pequenos negócios foram abertos no Brasil, e microempreendedores individuais responderam por cerca de 77% das novas formalizações, com destaque para Norte e Nordeste.
- No segundo ciclo, em 2025, foram organizadas 18 turmas no Pará e na Bahia, beneficiando 1.078 microempreendedores; ao final, oito receberam capital semente de R$ 3 mil cada.
- O primeiro ciclo, em 2024, teve participação de mais de 800 pessoas nas atividades de formação, mentoria e aceleração.
- Exemplos de microempreendedores: Flávia Amorim, Flauer Loja (Belém); Wendele do Nascimento Azevedo, Karua (Caruaru); Cristiane Alves Neves, CL Saboaria Artesanal (Amazonas); Raphael Nobre, Coimbra Alimentos da Amazônia (Manaus).
O Negócio Raiz surge como iniciativa para fortalecer jovens empreendedores que transformam saberes tradicionais em negócios com foco sociobioeconomico e identidade territorial. O projeto atua com formação, mentoria e capital semente para estruturar negócios ligados à cultura local e à biodiversidade. A atuação ocorre no contexto de crescimento do microempreendedorismo no Brasil.
Segundo a Aliança Empreendedora, o valor do território é fundamental para consolidar esses negócios, pois cada região guarda modos próprios de produzir e lidar com a matéria-prima. O desafio é precificar o saber tradicional e demonstrar seu potencial de inovação ao mercado.
O Negócio Raiz é realizada pela Aliança Empreendedora, com apoio da Youth Business International e financiamento da Standard Chartered Foundation. O foco são jovens de 18 a 35 anos, com formação, mentoria, aceleração e aporte financeiro.
No segundo ciclo, ao longo de 2025, o programa realizou 18 turmas no Pará e na Bahia, beneficiando 1.078 microempreendedores. Ao final, oito participantes receberam capital semente de 3 mil reais cada, para estruturar o negócio.
No primeiro ciclo, em 2024, mais de 800 pessoas participaram das atividades de capacitação, mentoria e rede de apoio. O programa integra formação online e presencial, conectando saberes regionais a oportunidades de mercado.
Microempreendedores de moda e identidade
Entre os participantes está Flávia Amorim, da Flauer Loja, em Belém, que desenvolve acessórios com sementes, miçangas e resíduos, com produção artesanal. As peças valorizam o pertencimento local.
Em Caruaru, a Karua, criada por Wendele do Nascimento Azevedo, funciona como plataforma que conecta artesãos a novos mercados, ampliando vendas e acesso a feiras e editais.
Produção regional e renda
No Amazonas, Cristiane Alves Neves, da CL Saboaria Artesanal, utiliza óleos reaproveitados e insumos regionais para saboaria, com planejamento de estruturar um ateliê com o recurso recebido. Ela destaca as aulas remotas que passaram a incluir internet.
Em Manaus, o Coimbra Alimentos da Amazônia, de Raphael Nobre, produz biscoitos com cupuaçu e castanha-do-Pará, associando sabores à preservação ambiental.
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