- O conflito no Oriente Médio elevou os preços de fertilizantes, com o Estreito de Ormuz impactando os suprimentos globais.
- Na Egipto, o preço da ureia subiu até 13%, passando de US$ 485–US$ 490 por tonelada para US$ 550, conforme painelista da CRU Group.
- Nos Estados Unidos, as importações para a região da América do Norte também refletiram a alta, com os preços ao redor de Nova Orleans subindo para US$ 606 por tonelada.
- Catar, Arábia Saudita e Irã, grandes exportadores de ureia, enviam pelo Estreito de Ormuz, alimentando um mercado já apertado pela falta de gás natural barato na Europa.
- Mesmo com parte das remessas chegando ao Meio-Oeste, o tempo de dois meses entre carregamento e chegada preocupa agricultores, tornando o fertilizer potencialmente inacessível se o estreito permanecer fechado.
O aumento de preço de fertilizantes ocorreu em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, que afeta os suprimentos que passam pelo Estreito de Ormuz. Analistas apontam impactos diretos sobre o fornecimento global de ureia, fertilizante nitrogenado comum.
Segundo a CRU Group, a ureia comercializada no Egito subiu de cerca de US$ 485–490 por tonelada para US$ 550 por tonelada. A elevação indica pressões sobre o custo de produção e logística no curto prazo. Espera-se continuidade de alta.
O impacto também atingiu as importações para a América do Norte, conforme a StoneX. Em terminais da região de Nova Orleans, houve alta de aproximadamente US$ 77 por tonelada, chegando a US$ 606 por tonelada.
Exportadores relevantes via Ormuz, como Catar, Arábia Saudita e Irã, respondem por parcela significativa do fornecimento global de ureia. O estreito continua como rota estratégica para o abastecimento mundial, diante da escassez de gás natural barato na Europa.
A situação afeta o mercado global de nitrogênio, segundo analistas, que veem o cenário como um golpe para o abastecimento já pressionado. O aumento de preço reflete dificuldades logísticas e geopolíticas na região.
Para os agricultores da América do Norte, a perspectiva é de atraso no recebimento de ureia se o estreito permanecer fechado por mais tempo. O tempo médio de transporte entre o Golfo Pérsico e o Meio-Oeste é de cerca de dois meses.
Caso os preços subam, alguns produtores podem enfrentar inviabilidade econômica. Muitos já previam perdas na safra atual, com custos de fertilizantes elevados e prazos de aplicação limitados.
Contexto de impacto global
Analistas destacam que a dependência de uma rota única aumenta a vulnerabilidade do mercado. A volatilidade geopolítica tende a traduzir-se imediatamente em oscilações de preços de insumos agrícolas.
Perspectivas para o curto prazo
Especialistas ressaltam que o cenário pode exigir reajustes adicionais de preço e revisão de cronogramas de plantio por parte de agricultores, caso o estresse logístico persista. Mantêm-se atentos os desdobramentos no Estreito de Ormuz.
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