Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Exportação de sorgo para a China deve ganhar fôlego no 2º semestre

China abre mercado brasileiro de sorgo; exportações devem ganhar tração no segundo semestre com a safra, apesar da oferta restrita no primeiro

Lavoura de sorgo
0:00
Carregando...
0:00
  • A exportação de sorgo brasileiro neste primeiro semestre está restrita pela concorrência com indústrias de ração e etanol de grãos na originação do cereal.
  • A China abriu dez empresas brasileiras para exportar sorgo, mas o volume do primeiro semestre deve permanecer limitado; o segundo semestre deve reagir com a safra e maior demanda.
  • O intervalo mais propício para exportação é a partir de julho, quando a cultura de segunda safra está em produção e a liquidez de oferta aumenta.
  • A Hang Tung, uma das maiores traders de sorgo, aposta em maior fluxo de negócios no Brasil na segunda metade do ano, com expectativa de demanda chinesa aquecida.
  • No longo prazo, o Brasil tem potencial de crescimento de exportação de sorgo, especialmente se a China ampliar as originaçōes; já houve exportação pontual para a China em janeiro, mas volumes ainda são baixos.

A exportação de sorgo brasileiro para a China deve ganhar fôlego na segunda metade deste ano, após uma abertura recente de importação pelo país asiático. A oferta ainda está restrita no primeiro semestre, devido à competição com indústrias de ração e de etanol de grãos.

Segundo Gabriel Cordeiro, diretor-geral da Hang Tung no Brasil, o volumen tende a ficar limitado neste entressafra, já que a colheita começa a se intensificar apenas a partir de julho. A empresa é uma das maiores negociadoras do cereal no mundo.

A China habilitou dez companhias brasileiras para exportar sorgo em novembro do ano passado, em meio a um contexto de disputa comercial entre Pequim e Washington. Essa liquidez extra pode favorecer o produtor nacional.

O Brasil deverá colher 6,7 milhões de toneladas de sorgo na temporada 2025/26, um aumento de quase 10% ante o ciclo anterior, segundo a Conab. O volume é mais que o triplo do registrado há cinco anos.

Além da demanda chinesa, há impulso de indústrias de etanol de milho e sorgo, que passam a comprar o cereal para produzir biocombustíveis, ampliando o interesse pelo sorgo brasileiro conforme a safra avança.

Em janeiro, o Brasil exportou para a China pela primeira vez desde 2014, em volume de cerca de 25 toneladas. A expectativa é de aumento nos embarques à medida que novas licenças são concedidas.

Uma carga de 32 mil toneladas de sorgo está programada para partir ao Marrocos no início de março, conforme a Cargonave e a Agribrasil. Este volume já supera os embarques do ano passado, quase nulos.

Ainda que haja potencial para maior participação chinesa, há ajustes a serem feitos, como liberação adicional de empresas exportadoras. Cordeiro aponta que mais companhias devem obter habilitação.

Perspectivas para o segundo semestre

Otimismo para o crescimento do sorgo brasileiro permanece, com a safra avançando e a China potencialmente elevando compras. O mercado espera maior liquidez e maior participação de exportadores nacionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais