- Na segunda-feira, o preço do petróleo subiu entre 7% e 9% na terceira reação do mercado à guerra entre EUA e Irã, conforme Teerã expandia ataques a alvos de energia na região.
- O estreito de Hormuz ficou sob pressão: o tráfego de petroleiros quase parou e houve ataques a infraestrutura energética no país e em aliados, incluindo refinarias na Arábia Saudita e uma instalação de gás no Catar.
- O comércio de gás natural sentiu o impacto: o preço do gás na Europa avançou cerca de 33%, com interrupções na produção de LNG do Catar.
- Seguros de navios subiram acentuadamente, com prêmios de seguro de guerra Habilitados pelo mercado londrino, contribuindo para a paralisação parcial do transporte marítimo após vários incidentes.
- Analistas destacam que o mercado é bem suprido de petróleo e que pode haver aumento de oferta da OPEP no próximo mês, enquanto a tensão segue gerando volatilidade, mas sem pânico generalizado até o momento.
O conflito entre EUA e Irã, na terceira jornada, acelerou a desvalorização de ativos no mercado de energia. O preço do petróleo registrou alta entre 7% e 9% na sessão de segunda-feira, em meio à escalada que abriu o comércio de energia regional. A turvação se dão após Irã ampliar o alvo para instalações de energia na região.
O Irã ameaça fechar o Estreito de Hormuz e quase interrompeu o tráfego de navios. Ataques atingiram refinarias e terminais de exportação na Arábia Saudita e uma instalação de gás natural no Qatar. Ventos de conflito elevam tensões, com ações de forças americanas e europeias no mapa.
Mercados sob pressão
O petróleo ainda não ultrapassou US$ 80 o barril, pese a intensificação do conflito. O Fato de Hormuz bloquear por completo continua como hipótese remanescente. O risco geopolítico mantém custo de seguros e frete elevado nos mercados.
A casa de seguros marítimos em Londres elevou prêmios, pressionando o custo de transporte. Navios em trânsito sofrem incerteza, e operadores buscam evitar riscos, dificultando a entrada de navios com cargas de petróleo e gás.
Impacto regional
Entre sábado e segunda, ataques atingiram instalações no Golfo e no Iraque, com incidentes no Emirados Árabes, Omã e Bahrain. No Qatar, o ataque a Ras Laffan interrompeu parcialmente a produção de LNG, elevando receios sobre o abastecimento europeu e asiático.
Na Arábia Saudita, houve fogo após ataque a Ras Tanura; autoridades atribuíram danos a destroços de drones interceptados. A volatilidade de curto prazo pode pressionar consumidores e contratos de energia, mesmo diante de oferta global relativamente estável.
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