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Itaú aponta virada operacional da Bradsaúde

Itaú BBA aponta virada operacional da Bradsaúde com ganho de eficiência e redução de provisões, impulsionada por coparticipação, após IPO reverso com Odontoprev

A virada operacional da Bradsaúde, segundo o Itaú
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  • Analistas do Itaú BBA destacam virada operacional da Bradsaúde, impulsionada por reajustes de preço acima da inflação, disciplina de custos, maior eficiência, controle de fraudes e uso excessivo, além de expansão de coparticipação.
  • Em base pro forma, o lucro líquido subiu 56,5% em 2025, com planos de saúde respondendo por 80% do resultado; melhora também pela redução de provisões e estabilização da base de beneficiários.
  • O Bradesco Gestão de Saúde (BGS) é visto como o melhor proxy da Bradsaúde; cerca de R$ 2,9 bilhões do resultado da BSG vêm dos planos de saúde, e a Odontoprev contribuiu com R$ 545 milhões.
  • Participações de terceiros: Fleury, com 25%, gerou R$ 92 milhões em equivalência patrimonial; Atlântica Hospitais (20% do Grupo Santa e 49,9% da Rede D’Or) somou R$ 26 milhões.
  • Provisões técnicas, especialmente IBNR, recuíram de R$ 915 milhões (2024) para R$ 133 milhões (2025), reduzindo a sinistralidade contábil; participação de Bradsaúde no share de mercado estabiliza em torno de setenta e poucos por cento, com sinais de recuperação.

A Bradsaúde, veículo que reunirá os ativos de saúde do Bradesco, passou a ter o impulso operacional como motor central, segundo analistas do Itaú BBA. A avaliação ocorreu após a empresa confirmar um IPO reverso com a Odontoprev, anunciado na sexta-feira.

De acordo com a análise, a melhoria operacional decorre de reajustes de preço acima da inflação, disciplina de custos, maior eficiência e controle de fraudes, além de uso excessivo sob controle. A oferta de produtos com coparticipação também contribuiu para conter despesas médicas.

A base pro forma aponta avanço de 56,5% no lucro líquido em 2025, com 80% do resultado vindo da operação de planos de saúde. A redução de provisões e a estabilização da base de beneficiários também favoreceram o desempenho.

Estrutura de negócios e projeções

Ao mirar o balanço do Bradesco, o Itaú identifica o veículo Bradesco Gestão de Saúde (BGS) como proxy da Bradsaúde, com cerca de R$ 2,9 bilhões do resultado originated dos planos de saúde. A Odontoprev aparece como segundo maior contribuinte, com R$ 545 milhões.

A fatia de 25% no Fleury gerou R$ 92 milhões em equivalência patrimonial, enquanto a Atlântica Hospitais (20% do Grupo Santa e 49,9% da Rede D’Or) acrescentou R$ 26 milhões.

A redução das provisões técnicas, especialmente os IBNR, também foi positiva: de R$ 915 milhões em 2024 para R$ 133 milhões em 2025, reduzindo a sinistralidade contábil para 0,3% da receita líquida. O indicador ficou próximo ao nível da SulAmérica.

Participação de mercado e desempenho recente

Após perdas de participação em 2023 e 2024, quando ficou com 7,5% e 7,3% do share, a Bradsaúde encerrou 2024 com 7,6% e já mostrou sinais de estabilização e retomada, influenciada pela menor necessidade de reajustes e por parcerias hospitalares com Atlântica.

A Odontoprev, escolhida para a fusão com a BSG, apresenta baixa liquidez, com giro diário em torno de R$ 1,5 milhão. A criação da Bradsaúde foi anunciada na sexta e as negociações impactaram o papel no pregão.

Desdobramentos de mercado

No pregão seguinte ao anúncio, a ação da Odontoprev fechou em alta de 14%, com volume de negociação de aproximadamente R$ 40 milhões. Hoje, entretanto, houve queda de 6,3%, com giro de cerca de R$ 18,5 milhões.

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