- A OPEP+ decidiu elevar a produção a partir de abril, após ter pausado os aumentos em novembro.
- A decisão foi tomada após ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã no sábado.
- O Irã promoveu retaliações em Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, além de Israel e bases militares dos EUA; o país ameaçou interromper a navegação pelo Estreito de Hormuz.
- Os contratos futuros do petróleo subiram, com o Brent fechando perto de US$ 73 por barril na sexta-feira, e os preços já avançando mais de 12% desde o mês anterior.
- O comunicado reafirmou que os produtores manterão flexibilidade para ajustar a produção conforme as condições de mercado, mantendo cautela diante do cenário geopolítico.
A OPEP+ anunciou que aumentará a produção de petróleo a partir de abril, após uma crise no Oriente Médio elevar as perspectivas de interrupção no abastecimento. A decisão foi tomada na esteira de ataques aéreos envolvendo EUA e Israel contra o Irã.
O grupo afirmou que o ajuste será implementado em abril e que continuará monitorando o mercado, mantendo flexibilidade para aumentar, pausar ou reverter os cortes voluntários de produção. A medida visa a estabilidade do mercado.
Ao lado dos ajustes, o OPEP+ ressaltou que a mudança será gradual, com avaliação contínua das condições do setor. Os membros destacaram a importância de cautela diante de incertezas geopolíticas regionais.
Preços do petróleo sobem
Os contratos futuros do petróleo mostraram elevação relevante após o anúncio, com o Brent chegando a superar US$ 73 por barril na sexta-feira, nível não atingido desde julho do ano anterior. A demanda e o risco geopolítico seguem sob observação.
A negociação de frequência de comércio também foi impactada, com várias operadoras restringindo tráfego nas áreas de conflito e seguradoras ajustando prêmios. O mercado permanece atento a novas informações sobre a região.
Antes do conflito, havia expectativas de superávit de oferta; agora, o cenário pode levar a ajustes adicionais na produção e nos preços, ainda que o Brent não tenha alcançado valores de crises passadas. Analistas acompanham o desenrolar.
Segundo especialistas, a produção fora da OPEP continua elevada, especialmente nos EUA, Canadá, Brasil, Guiana e Noruega, mas o risco geopolítico pode pressionar o equilíbrio. A depender de novos acontecimentos, os preços podem reagir rapidamente.
Fonte: Forbes.
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