- A guerra no Oriente Médio pressiona o petróleo e a cotação do dólar, o que pode elevar a inflação e afetar projeções para os próximos anos.
- O petróleo ultrapassou US$ eighty-two por barril no início da semana, com o Irã fechando o Estreito de Ormuz, o que analistas dizem que pode levar a altas de preços nos próximos meses.
- O dólar subiu 0,6 por cento, para R$ cinco vírgula dezesseis, e seguia em alta, com impacto sobre preços de bens e insumos importados.
- Com petróleo e dólar mais caros, cresce a expectativa de aumentos nos preços de combustíveis e energia, influenciando transporte, indústria e agronegócio e limitando o ritmo de crescimento da atividade doméstica.
- Economistas afirmam que a mudança de preços relativos pode alterar projeções de inflação e o caminho do Copom; o ciclo de cortes de juros está sob análise, sem confirmação de mudança imediata, a não ser que a crise se prolongue.
O aumento das tensões no Oriente Médio ganhou contornos de conflito aberto, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã e a expansão para o Líbano. A escalada pressiona o petróleo e a cotação do dólar, repercutindo na economia brasileira.
O Brent cru subiu, com o petróleo passando de US$ 82 por barril no início da semana. O Irã fechou o Estreito de Ormuz, ampliando as projeções de elevação de preços nos próximos meses e alimentando incertezas.
A cotação do dólar no Brasil atingiu R$ 5,16 nesta segunda, com alta ainda presente na terça-feira. O câmbio mais caro pode elevar o custo de insumos importados e pressionar a inflação.
Copom e inflação
O Banco Central observa a inflação com projeções para os próximos anos, pois os impactos demoram até 18 meses para se materializarem. A meta de inflação de 3% em 12 meses até set/2027 guia as decisões.
Economistas apontam que a mudança nos preços relativos de petróleo e dólar pode alterar não apenas o IPCA atual, mas as projeções da autoridade monetária para o longo prazo. O cenário tende a influenciar expectativas.
Para o mercado, o viés continua favorável a iniciar cortes de juros em março, desde que a crise não se prolongue. Se o conflito se estender, o impacto sobre o dólar e o petróleo pode limitar o ritmo de flexibilização.
Segundo Fabiano Zimmermann, head de fundos de renda fixa, o ciclo de cortes depende da duração da crise. Um aperto prolongado pode afastar a expectativa de queda adicional na taxa básica e elevar o prêmio de risco na curva de juros.
Entre na conversa da comunidade