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Economia brasileira deve desacelerar em 2026 por riscos externos e eleições

Economia brasileira deve desacelerar em 2026 diante de incertezas geopolíticas e eleição polarizada, com recuperação apenas no primeiro semestre

Contêiner de carga pendurado estampa bandeira do Brasil.
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  • Economistas projetam desaceleração da economia brasileira em 2026, com crescimento em torno de 1,9% devido a incertezas geopolíticas e eleição presidencial polarizada.
  • A expectativa é de alta no primeiro semestre, impulsionada pela agropecuária e medidas de estímulo do governo, e recuo na segunda metade, como ocorreu em 2025, quando o PIB subiu 2,3%.
  • Conflitos no Oriente Médio trazem incerteza externa: podem favorecer a balança comercial brasileira por exportações de petróleo e produtos agrícolas, especialmente com câmbio depreciado.
  • Por outro lado, aumento de preços do petróleo pode pressionar a inflação doméstica, o que reduziria o espaço para cortes de juros.
  • O Banco Central deve começar a reduzir a Selic na reunião de 17 e 18 de março, mas o ritmo do afrouxamento pode ficar mais lento em função da instabilidade externa e do cenário eleitoral. Quanto aos Estados, projeções variam entre 1,8% e 1,9% para 2026.

A economia brasileira deve desacelerar em 2026 diante de incertezas externas crescentes e de uma eleição presidencial polarizada. Em 2025 houve crescimento de 2,3%, o mais baixo em cinco anos, segundo dados do IBGE. Analistas veem o primeiro semestre com impulso da agropecuária e de incentivos, seguido de recuo na segunda metade.

Economistas destacam que fatores internacionais ajudam parcialmente, como a volatilidade no Oriente Médio, que pode favorecer a balança comercial por meio de exportações de produtos agrícolas e petróleo. O câmbio mais depreciado também é citado como elemento favorável à pauta externa brasileira.

A curto prazo, o petróleo é ponto de atenção. No dia, o Brent operava próximo de 83,44 dólares por barril, após ter atingido valores elevados na semana. Economistas veem impacto remoto na inflação doméstica apenas se houver interrupção significativa na oferta global de petróleo.

Perspectivas e políticas

A sinalização da condução da política monetária permanece central. O mercado espera que o Banco Central reduza a Selic na reunião de 17 e 18 de março, após manter a taxa em 15% em janeiro. O cenário externo adiciona cautela à velocidade do afrouxamento.

Analistas de fora afirmam que uma escalada maior do conflito no Oriente Médio pode pressionar a inflação no curto prazo, influenciando cortes de juros com menor ímpeto. Nesse contexto, a avaliação para o PIB de 2026 fica entre 1,8% e 1,9%.

O Brasil pode ter um início de 2026 mais forte no setor agropecuário, mas a desaceleração tende a ganhar espaço no segundo semestre, quando se espera maior cautela dos consumidores e do governo. A leitura é alinhada ao ritmo observado em 2025.

Fatores internos e eleitorais

Pesquisas de intenção de voto indicam empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno, o que reforça atenção a resultados de outubro. Economistas ressaltam que efeitos de estímulos do governo devem atuar mais no primeiro semestre, com desaceleração no segundo.

O Ministério da Fazenda projeta crescimento do PIB de 2026 em torno de 1,8% a 2,3%, dependendo do cenário externo e das medidas domésticas. A avaliação é de que o ambiente eleitoral tende a moldar decisões de investimento e consumo ao longo do ano.

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