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Empresários americanos apoiam TMEC e pedem não impor tarifas a México e Canadá

Empresários dos EUA pedem extensão de 16 anos do TMEC e rejeitam novas tarifas a México e Canadá, destacando impacto na cadeia de suprimentos e empregos

Puerto de Vancouver, en febrero de 2025.
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  • Mais de 60 câmaras e organismos empresariais dos Estados Unidos apoiam o TMEC e pedem a extensão do acordo por mais 16 anos, em carta encaminhada à oficina de Comércio dos EUA (USTR).
  • O documento defende a continuidade do tratado sem tarifas para produtos que atendem aos requisitos do TMEC, destacando o papel do acordo na competitividade dos EUA.
  • Os empresários ressaltam que o TMEC fortalece a base manufatureira e industrial dos EUA e a expansão das exportações, pedindo envolvimento de setores empresariais na revisão que começa em julho.
  • O texto sinaliza que alterações nas regras de origem podem interromper cadeias de suprimento por anos, aumentando custos e afetando a competitividade regional, e cobra clareza nas propostas.
  • A carta destaca que o comércio trilateral sustenta mais de 13 milhões de empregos nos EUA e que o intercâmbio com México e Canadá é fundamental para a economia, com grande participação de exportações americanas.

Mais de 60 câmaras e organismos empresariais dos Estados Unidos endossaram o TMEC, o acordo de livre comércio que envolve EUA, México e Canadá. Em uma carta enviada à USTR, representantes do setor privado defendem a extensão do tratado por 16 anos, a partir de julho, quando começa a revisão formal.

Os signatários ressaltam que as relações comerciais sob o TMEC foram determinantes para a força e a resiliência da economia norte-americana, mantendo o comércio livre de tarifas para produtos que cumprem o acordo. O documento também pede que não haja novos aranceles contra México ou Canadá.

A carta, assinada por entidades como a Associação Nacional de Concessionárias de Automóveis e a Coalizão pelo Etanol, defende que as mudanças propostas nas regras de origem não criem interrupções na cadeia de suprimentos nem elevem preços ao consumidor. O texto solicita clareza e implementabilidade.

Segundo os empresários, o TMEC tem sido base para fortalecer a manufactura e a indústria dos EUA, aumentando exportações e a competitividade regional. Eles pedem que as autoridades mantenham o comércio livre de tarifas enquanto se resolvem barreiras arancelárias e não arancelárias.

O grupo também destacou a importância das oportunidades de emprego geradas pelo comércio trilateral. Estima-se que mais de 13 milhões de empregos nos EUA dependam das trocas com Canadá e México, desempenho que sustenta a integração econômica entre os três países.

A iniciativa ocorre em meio ao contexto da revisão do TMEC, prevista para iniciar em julho, e ao anúncio da Agenda de Política Comercial da USTR, que promete abordar deficiências do acordo, incluindo normas regionais de origem. O apoio empresarial visa influenciar esse processo.

Lideranças empresariais lembram que a interdependência das cadeias produtivas norte-americanas é vista com cautela por alguns setores, mas reforçam que o acordo continua sendo crucial para a competitividade regional frente a outros blocos. A carta também solicita envolvimento dos setores produtivos na revisão.

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