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Espanha cria 97.000 empregos em fevereiro e desemprego sobe 3.600

Criação de empregos em fevereiro soma 97 mil, impulsionada por educação, hospitalidade e construção; desemprego aumenta 3.600, principalmente entre jovens

Operarios en el centro de Sevilla, en el 18 de febrero.
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  • Em fevereiro, a Segurança Social ganhou 97 mil empregos em relação a janeiro, alta de +0,45%, menor que nos dois anos anteriores.
  • O desemprego registrado subiu 3.600 pessoas no mês, impulsionado por jovens buscando a primeira ocupação; no entanto, o total de desempregados caiu 5,8% no ano, totalizando 2,42 milhões, o menor para fevereiro desde 2008.
  • Os principais setores que mais contrataram foram educação (+31.200), hotelaria (+23.000) e construção (+19.200); indústria (+12.700) e atividades científicas (+10.600) também cresceram.
  • O total de afiliados chegou a 21,67 milhões, o maior para fevereiro; há expectativa de superar o recorde histórico nos próximos meses, antes do verão.
  • O número de trabalhadores autônomos aumentou em 37.500 em relação a um ano antes, com destaque para contratos em áreas de alto valor agregado; o emprego feminino cresceu 16,8% desde a reforma trabalhista.

A Espanha adicionou 97.000 empregos em fevereiro, segundo dados oficiais divulgados pelo governo, mas o desemprego subiu 3.600 pessoas no mês. O aumento ocorre apesar do impulso vindo de educação, turismo e construção, que compensam a queda no comércio. O país alcança o maior número de afiliados em fevereiro e o menor nível de desemprego desde 2008.

O total de afiliados à Seguridade Social chegou a 21,67 milhões, o patamar mais alto já registrado para fevereiro. A manutenção desse ritmo depende da continuidade da demanda sazonal, especialmente nos setores de educação e anfitrião de serviços, que apresentaram avanços expressivos em fevereiro.

Entre os setores, educação ganhou 31.200 empregos e turismo/hospedagem somou 23.000 vagas, com a construção crescendo 19.200. Indústria manufatureira avançou 12.700, e atividades científicas somaram 10.600. Transporte, saúde e comércio registraram quedas.

Desempenho por setor e regiões

A evolução da atividade indica variações sazonais. No acumulado anual, serviços de saúde e assistência social lideram com ganho de 79.800 empregos, seguidos pela educação, construção e ciência. Em contrapartida, o emprego doméstico registra recuo.

Regionalmente, Baleares lidera com alta de 2,8% na base de afiliados, seguida por Murcia e Catalunha. Extremadura e Castilla-La Mancha tiveram quedas. Em termos anuais, Valenciana apresenta melhor resultado; Extremadura, o pior.

O cenário para autônomos aponta ganho de 37.500 trabalhadores em relação a fevereiro do ano anterior, com destaque para atividades de alto valor agregado, como profissionais, científicas e técnicas, além de tecnologia da informação. O peso feminino no emprego registra crescimento de 16,8% desde a reforma trabalhista.

Paro e perspectivas

O registro de desemprego aumentou 3.600 vagas em fevereiro, interrompendo a tendência de queda observada nos dois anos anteriores. O saldo anual indica queda de 5,8% no total, com 2,42 milhões de desempregados no país, o menor nível para fevereiro desde 2008.

O aumento do paro está concentrado em jovens que buscam o primeiro emprego, com 6.300 pessoas a mais nessa faixa etária. Em contrapartida, recuos ocorreram na construção, indústria e agricultura, enquanto serviços apresentaram leve alta.

O Ministério do Trabalho aponta que o número de jovens desempregados atingiu 189.408, a menor marca histórica para fevereiro, e destaca que 44,2% dos novos contratos são indefinidos. A taxa de cobertura de prestaciones subiu a 81,9%, o maior nível histórico em janeiro.

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