- Elliott Management investiu US$ um bilhão na Pinterest por meio de títulos conversíveis, com preço inicial de conversão de US$ 22,72 por ação e participação no programa de recompra de US$ 3,5 bilhões.
- A operação ocorre mesmo após queda de receita e volatilidade das ações, que caíram aproximadamente quinze por cento em novembro de 2025.
- A Pinterest tem seiscentos milhões de usuários e busca ampliar monetização por meio de inteligência artificial e comércio eletrônico.
- Em janeiro, a empresa demitiu cerca de setecentos funcionários como parte de uma reorganização para reforçar investimentos em IA, com mudanças que permitem usar fotos de usuários para treinar modelos de IA.
- A companhia aposta em IA associada ao comércio dentro do app, mirando maior receita publicitária e recomendações de produtos; movimentos semelhantes também aparecem na Meta e no Alibaba, com impactos em plataformas de consumo digital.
O fundo Elliott Management Corporation investiu US$ 1 bilhão na Pinterest por meio da compra de títulos conversíveis sênior, ampliando a pressão por retomada do crescimento da rede social. A operação ocorre dentro de um programa de recompra de ações de US$ 3,5 bilhões anunciado pela empresa.
O Pinterest, que tem cerca de 600 milhões de usuários, buscava defender a monetização diante de um cenário desafiador para a publicidade digital. O valor inicial de conversão das ações foi fixado em US$ 22,72 por papel, representando prêmio de aproximadamente 30% em relação ao fechamento das ações na segunda-feira.
Em novembro de 2025, as ações recuaram cerca de 15% depois que a empresa divulgou receita aquém das expectativas para o ano. A movimentação do Elliott adiciona um componente estratégico à reestruturação em curso pela plataforma de imagens.
Reestruturação e estratégia de IA
Em janeiro, a Pinterest promoveu a demissão de cerca de 700 funcionários como parte de uma reorganização para fortalecer investimentos em inteligência artificial. As mudanças geraram críticas de usuários quanto à presença de imagens geradas por IA na página principal e ao uso de fotos dos usuários para treinar modelos.
A empresa mantém a aposta em IA para impulsionar a receita publicitária e ampliar ferramentas de recomendação de produtos. Além disso, planeja ampliar o modelo de compra direta dentro do aplicativo, fortalecendo a integração com o comércio eletrônico.
Competição no setor de tecnologia
O movimento acontece em meio a investimentos semelhantes no setor. A Meta anunciou recursos de comércio eletrônico integrados ao chatbot Meta AI. Na China, Alibaba introduziu o IA Qwen em plataformas como Taobao para recomendações personalizadas.
Segundo a companhia chinesa, a integração gerou mais de 120 milhões de consumidores em seis dias, evidenciando a importância da combinação entre IA e comércio digital. A medida sinaliza continuidade da tendência de transformar redes sociais em plataformas de compras.
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