- O Ibovespa ficou em queda de mais de 3% diante da aversão a risco provocada pelo conflito no Oriente Médio.
- A bolsa chegou a cair 4,64% na mínima intradia, aos 180.518,33 pontos, fechando em 182.763,31 pontos (-3,46%).
- O petróleo subiu 4,7% no dia, acompanhando o cenário de tensão na região.
- O dólar encerrou em alta de 1,91%, a R$ 5,2639, após ter atingido máxima de R$ 5,3444 durante o dia.
- A produção de petróleo do Iraque foi reduzida em quase 1,5 milhão de barris por dia, elevando temores de interrupções no fornecimento.
O Ibovespa caiu com violência nesta terça-feira, 3, diante da escalada do conflito no Oriente Médio. O ainda recente apetite por ativos de risco foi interrompido por temores de novas interrupções no fornecimento de petróleo e gás na região.
A bolsa brasileira chegou a recuar 4,64% na mínima intraday, aos 180.518,33 pontos, registrando a maior queda desde 5 de dezembro de 2025. No fechamento, o índice perdeu 3,46%, aos 182.763,31 pontos. O petróleo subiu 4,7% no dia, acompanhando o clima de aversão.
Os EUA também registraram quedas em suas bolsas, com sinais de aversão ao risco. O S&P 500 encerrou em 6.816,63 pontos (-0,94%), a Nasdaq caiu 1,02% e o Dow Jones recuou 0,83%.
Mercado e produção de petróleo
O conflito envolvendo EUA, Israel e Irã intensificou preocupações com novos cortes na oferta global de petróleo. O Iraque, segundo maior produtor da Opep, reduziu a produção em quase 1,5 milhão de bpd, e pode haver novos cortes em dias seguintes devido a limitações de armazenamento.
Câmbio e impacto global
O dólar chegou a ficar próximo de R$ 5,35 durante o dia, mas fechou em alta de 1,91%, a R$ 5,2639. O movimento representa o maior avanço diário desde dezembro do ano passado. No dia, a cotação máxima foi de R$ 5,3444 (+3,47%) por volta das 12h20.
A escalada do dólar refletiu a pressão em moedas de emergentes, como peso chileno e peso mexicano, acompanhando o ambiente externo de maior aversão a risco. Em 2026, a moeda norte-americana acumula queda de 4,10% frente ao real.
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