- O mercado brasileiro de recarga para carros elétricos fatura entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões por ano; a ABVE projeta mais de R$ 3 bilhões anuais em breve.
- Lei 18.403, aprovada em São Paulo, permite aos moradores de condomínios instalar estações de recarga em vagas privativas, o que deve liberar demanda reprimida.
- Com a regulamentação, a ABVE estima crescimento de 40% a 60% ao ano nas instalações de carregadores rápidos em prédios nos próximos dois anos.
- Hoje, o Brasil conta com 21.060 pontos de recarga públicos e semipúblicos (fev/2026), um aumento de quase 25% desde ago/2025; a frota plug-in chega a 394.773 veículos até jan/2026.
- O mapa de infraestrutura mostra 70% de recarga lenta (AC) e 30% de rápida (DC); o carregamento rápido teve alta de 166% nos últimos 12 meses, impulsionando a escala do setor. O custo médio de instalação residencial fica entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.
O mercado brasileiro de recarga para carros elétricos já movimenta entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões por ano e deve ultrapassar R$ 3 bilhões em breve. A projeção é da ABVE, com dados exclusivos para a Forbes Brasil.
A mudança central é a Lei 18.403, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas e publicada em 19 de fevereiro no Diário Oficial de São Paulo. A norma permite a instalação de estações de recarga em vagas privativas de condomínios, respeitando regras técnicas. Síndicos, antes contrários, passam a liberar as instalações.
Segundo Davi Bertoncello, diretor da ABVE, a lei tende a acelerar a recarga em condomínios, especialmente residenciais. A expectativa é de crescimento entre 40% e 60% ao ano nas instalações de carregadores rápidos em prédios nos próximos dois anos, especialmente em grandes centros urbanos.
Mercado bilionário em formação
A ABVE projeta o volume a partir de vendas de equipamentos, custos de instalação e investimentos de players. O setor encerrou 2025 com recorde de 224 mil veículos eletrificados vendidos.
A transformação regulatória paulista, aliada à expansão da frota, pode levar o mercado a mais de R$ 3 bilhões anuais em três anos, conforme a ABVE. O paralelo com a Noruega reforça o potencial dessas leis.
Futuro da rede de recarga
Em fevereiro de 2026, o Brasil tinha 21.060 pontos públicos e semipúblicos de recarga, ante 16.880 em agosto de 2025. A expansão foi de 24,7% nesse intervalo.
A frota plug-in somava 394.773 unidades entre 2022 e janeiro de 2026, com 45% 100% elétricas (BEV) e 55% híbridas plug-in (PHEV). A infraestrutura já alcança 1.649 municípios, alta de 20,9% frente a 2025.
Custos de instalação e implicações
O custo médio de instalação residencial varia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, incluindo equipamento e mão de obra. Em condomínios com preparação elétrica, o gasto pode ser até 50% menor.
Com a nova lei, a curva de crescimento do mercado tende a mudar de ritmo. A infraestrutura pública se aproxima da tomada na garagem, ampliando o uso por síndicos e incorporadores. O país avança na construção de uma nova camada de infraestrutura energética.
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