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Petz-Cobasi empresta R$ 122 milhões para acionistas discutirem fusão

Petz-Cobasi empresta R$ 122 milhões a acionistas para depósito judicial discutir IR sobre ganho de capital da fusão, linha global de até R$ 275 milhões

Petz-Cobasi empresta R$ 122 milhões para acionistas discutirem IR da fusão
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  • A Petz-Cobasi vai emprestar R$ 122 milhões aos seus principais acionistas para usar como garantia, via depósito judicial, na discussão sobre a incidência de imposto de renda sobre ganho de capital da fusão que originou a nova empresa.
  • O empréstimo era previsto no acordo de fusão de agosto de 2024, que previa linha de crédito global de até R$ 275 milhões para acionistas que quisessem questionar judicialmente a matéria.
  • A empresa fará os depósitos judiciais após celebrar mútuos de R$ 104,2 milhões com Sergio Zimerman e de R$ 17,78 milhões com a Tefra, veículo que reúne a família Nassar.
  • Os Nassar controlam a Petz-Cobasi ao lado da Kinea; minoritários detêm 24% do capital, e a Petz-Cobasi vale R$ 2,6 bilhões na bolsa.
  • Os mútuos foram aprovados em reunião de conselho em 26 de fevereiro, com abstenção de Zimerman e dos irmãos Nassar; os vencimentos ocorrem conforme decisão judicial ou liberação do depósito.

A Petz-Cobasi vai emprestar R$ 122 milhões a seus principais acionistas para que eles usem o dinheiro como garantia, por meio de depósito judicial, para discutir na Justiça se há incidência de imposto de renda sobre ganho de capital na fusão que formou a nova companhia.

O empréstimo fazia parte do acordo de fusão divulgado em agosto de 2024, que prevê uma linha de crédito global de até R$ 275 milhões, com recursos da própria Petz-Cobasi ou de instituição financeira de primeira linha.

A Petz-Cobasi fará os depósitos após celebrar mútuos de R$ 104,2 milhões com Sergio Zimerman, fundador da Petz e com 20% da empresa, e de R$ 17,78 milhões com a Tefra, veículo que reúne a família Nassar, holding de 46,6% da companhia.

Os Nassar controlam a Petz-Cobasi ao lado da Kinea, com participação de 8,5%. A empresa vale R$ 2,6 bilhões na Bolsa e minoritários detêm 24% do capital.

Os mútuos foram aprovados em reunião de conselho realizada em 26 de fevereiro, com abstenção de Zimerman e dos irmãos Nassar. Votaram a favor Tania Zimerman, Cristiano Lauretti e os conselheiros independentes Claudio Eli, Eduardo Terra e German Vilardo.

Os empréstimos vencem conforme decisão judicial desfavorável aos acionistas ou após levantamento do depósito, em caso de decisão favorável. O objetivo é permitir discussões sobre o tratamento fiscal do ganho de capital.

Ao fim do terceiro trimestre, a Petz-Cobasi tinha R$ 295 milhões em caixa. A divulgação dos resultados do quarto trimestre está prevista para 26 de março.

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