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Por que a Profarma pagou R$ 520 milhões pela 4Bio da RD Saúde

Profarma compra a 4Bio por R$ 600 milhões (equity de R$ 520 milhões), paga em seis parcelas; operação depende do aval do CADE e amplia projeções de crescimento do grupo

Por que a Profarma pagou R$ 520 milhões pela 4Bio da RD Saúde
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  • A Profarma pagará R$ 600 milhões pela 4Bio, negócio de distribuição de medicamentos de alta complexidade da RD Saúde, com R$ 80 milhões de caixa líquido embutidos e equity value de R$ 520 milhões; o múltiplo implícito é de 6,2x o EBITDA dos últimos doze meses até setembro de 2025.
  • O pagamento será feito em seis parcelas iguais de R$ 100 milhões em cash, sendo a primeira no fechamento e as cinco restantes ao longo de cinco anos, corrigidas pelo CDI; o negócio precisa do aval do CADE.
  • A 4Bio teve receita de R$ 3,4 bilhões nos últimos doze meses até setembro, EBITDA de R$ 85 milhões e lucro líquido de R$ 236,6 milhões; a 4Bio atua na distribuição de medicamentos especiais e de alta complexidade, incluindo GLP-1.
  • O CEO da Profarma, Sammy Birmacker, classificou a aquisição como transformacional e citou o mercado endereçável de cerca de R$ 55 bilhões; a operação representa a maior aquisição da história da empresa.
  • O acordo marca o retorno da Profarma ao segmento após a venda da Profarma Specialty, com projeção de elevar a alavancagem para 2x–2,5x entre 2027 e 2028, e uso de caixa gerado pela 4Bio para pagar a operação ao longo do tempo.

A Profarma, proprietária da rede d1000, anunciou a aquisição da 4Bio, divisão de distribuição de medicamentos de alta complexidade da RD Saúde, por 600 milhões de reais. O negócio inclui manter 80 milhões de reais em caixa líquido da 4Bio ao fechamento, resultando em um equity value de 520 milhões de reais. O múltiplo implícito fica em 6,2 vezes o EBITDA dos últimos doze meses até setembro de 2025. O pagamento será feito em cash, em seis parcelas iguais de 100 milhões de reais, com a primeira na conclusão da operação e as cinco seguintes nos próximos cinco anos, corrigidas pelo CDI. A operação depende da aprovação do CADE.

A 4Bio atua na distribuição de medicamentos especiais e de alta complexidade para hospitais, clínicas, operadoras e pacientes, incluindo GLP-1. A aquisição acontece num dia de queda generalizada nos mercados: as ações da Profarma recuaram cerca de 8,5% ao redor das 12h30, enquanto a RD Saúde caiu 4%. A empresa encerra a transação aguardando sinal verde regulatório.

A RD Saúde informa que preferiu vender a 4Bio porque o ativo não estava alinhado às competências centrais e busca de valor por parte de outros proprietários. Para a Profarma, a operação representa a maior aquisição da história e marca o retorno ao segmento de distribuição cinco anos após a venda da Profarma Specialty para a Viveo, em 2021, a um valuation de 10x EBITDA no negócio vendido.

Detalhes financeiros e perspectivas

A 4Bio registrou receita de 3,4 bilhões de reais nos últimos 12 meses até setembro, com crescimento médio anual de 15% desde 2023, EBITDA de 85 milhões e lucro líquido de 236,6 milhões. Segundo o CEO da Profarma, Sammy Birmacker, o negócio é visto como transformacional, com potencial de ampliar o mercado endereçável para cerca de 55 bilhões de reais e chegaria a ter tamanho próximo ao da própria Profarma no futuro. A principal sinergia prevista está na margem bruta, por meio da rede de distribuição e de benefícios tributários; há também ganhos potenciais em backoffice, sistemas e inteligência de mercado.

A projeção é de que a alavancagem financeira da Profarma suba de 1,5x EBITDA para entre 2x e 2,5x entre 2027 e 2028, com o caixa gerado pela 4Bio financiando a aquisição ao longo do tempo. O CFO Max Fischer aponta que o formato seller financing reduz a pressão sobre o crédito. A expectativa é que o negócio gere caixa suficiente para sustentar o pagamento das parcelas, com a possibilidade de um follow-on caso surja uma janela estratégica.

A expectativa de faturamento anual do braço de distribuição da Profarma passa a girar em torno de 15 bilhões de reais. A Singualar Partners assessorou a Profarma, em conjunto com Trench Rossi Watanabe, enquanto a RD Saúde contou com Rothschild & Co e BMA.

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