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XRP, XLM e ADA: criptos zombie a evitar ou fortalezas no bear market

Zombies da cripto aparecem na análise: XRP lidera com grandes reservas em escrow, enquanto ADA e NEAR apresentam baixa atividade on-chain e risco de liquidez

xrp zombie
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  • O artigo analisa os 50 ativos com maior valor de mercado, usando TEA e a relação tesouraria/fees para medir eficiência e classificar os Zombies entre os top 200.
  • XRP surge como principal Zombie, com enormes reservas em escrow que superam o uso efetivo na ledger.
  • Cardano é destacado pela comunidade forte, mas sua tesouraria é grande em relação ao baixo volume on‑chain.
  • XLM e Worldcoin aparecem como outliers: movem alto valor, porém têm eficiência baixa por capital ocioso.
  • Protocolos considerados Fortresses (SUI, STRK, MNT, XRP) mantêm lastro externo suficiente para operar por anos, mesmo sob forte queda de token.

O Crypto Zombie é tema de estudo que analisa protocolos com grande tesouro porém utilidade de rede relativamente baixa. Ao revisar as 50 maiores criptomoedas por capitalização, a equipe utiliza a relação tesouro versus taxas para medir eficiência econômica.

Entre os resultados, XRP aparece como o principal “Zombie”, com massivos valores em escrow que superam de longe o uso efetivo da ledger. Cardano guarda um tesouro elevado, mas com TVL on-chain ainda baixo. Outras moedas com grandes reservas, como XLM, mantêm transações rápidas, porém com pouca velocidade de uso.

O estudo utiliza o TEA (Total Economic Activity) para capturar adoção real: valor movido na liquidez, taxas de aplicativo e taxas de rede. Em seguida, calcula o desempenho por dólar de tesouro não nativo, fornecendo uma visão de eficiência diferente da capitalização de mercado.

Principais conclusões

  • Constitui grupo de dependência de tesouro de grandes dimensões: XRP, XLM e ADA aparecem entre os maiores em tesouraria, mas com utilidade de rede relativamente contida.
  • Mantêm ativos não nativos relevantes, como stablecoins e BTC/ETH, para sustentar a operação, o que reforça a ideia de “fortaleza financeira” mesmo diante de baixo crescimento de TEA.
  • Protocolo com foco em infraestrutura pura, como Celestia, demonstra alta eficiência para usuários, porém geração de receita é baixa em relação ao tesouro.
  • Prospecção de novos saltos depende de aumentar a velocidade de uso (TEA) ou reduzir o tamanho das reservas ociosas.

Metodologia e métricas

  • A leitura parte de tesourias transparentes (DAO ou fundações) e compara valor líquido disponível com as taxas geradas para aferir eficiência.
  • Para reduzir ruído, excluiram tokens nativos da contagem; entraram apenas stablecoins, BTC e ETH na avaliação.
  • TEA agrega valor de liquidez, taxas de aplicação e taxas de rede, anualizando o resultado para comparação entre projetos.
  • A relação preço-税₤fees (revenue multiple) aponta se o mercado valoriza mais ou menos cada dólar de valor gerado pela rede, contribuindo para classificação de adoção futura.

Zombies por protocolo (tesouro total e TEA anual)

  • XRP: tesouro de cerca de 44 bilhões de dólares; TEA próximo de 400 bilhões; eficiência 9,1; por que é Zombie: grandes reservas em escrow superam a atividade on-chain.
  • Mantle: tesouro cerca de 4,3 bilhões; TEA de 58 bilhões; eficiência 13,5; justificativa: reserva substancial, mas adoção de L2 ainda baixa.
  • Stellar: tesouro ~2,7 bilhões; TEA ~30 bilhões; eficiência 11,1; SDF detém parte significativa do supply, com uso de mercado ainda restrito.
  • Worldcoin: tesouro ~2,2 bilhões; TEA ~140 bilhões; eficiência 63,6; perfil de identidade com uso restrito a usuários verificados.
  • Cardano: tesouro ~1,5 bilhão; TEA ~42 bilhões; eficiência 28; comunidade forte, porém TVL e DEX crescerem lentamente.
  • Near: tesouro ~1,4 bilhão; TEA ~65 bilhões; eficiência 46,4; elevado fundraising, utilidade de Open Web ainda em desenvolvimento.

Análise crítica

  • Os grandes deltas de escrow indicam inércia: XRP e XLM movem valores significativos, mas capital ocioso reduz eficiência.
  • Geração dependente de VC, como Aptos, Sui e Starknet, exibe alto capital corporativo e ecossistema em fase de atração de desenvolvedores, com eficiência abaixo de 100.
  • Infraestrutura pura, como Celestia, oferece alto valor para outras redes, mas gera pouca receita interna, elevando a percepção de Zombie.
  • Mantle representa um fundo soberano com reservas não nativas volumosas, ainda sem TEA equivalente à de pares L2.
  • O ritmo acadêmico de Cardano é evidente, com comunidade engajada, mas DEXs e TVL ainda modestos.
  • Hedera e Aptos apresentam alto capital, utilidade de infraestrutura, mas pouca atividade de usuário para sustentar a grande reserva.

Possibilidade de reversão

Para sair do status de Zombie, o protocolo precisa aumentar a velocidade de uso ou reduzir o tamanho do tesouro ocioso, tornando-o mais eficiente economicamente.

Análise de sensibilidade: impacto de queda de 50% no preço do token nativo

  • Protocolos com alta dependência de token nativo (Near, Optimism, Cardano) mostram maior sensibilidade: a queda eleva a eficiência, mas reduz capacidade de financiamento para desenvolvimento.
  • Protocolos com tesourias diversificadas (Tezos, Tron, Ethereum) mantêm maior estabilidade de eficiência diante de choques de mercado.
  • Modelos com reservas em ativos não nativos (Sky, Ethena) mantêm a eficiência estável sob queda do token nativo, destacando resiliência financeira.
  • Solana e Hyperliquid mantêm elevados índices de eficiência mesmo com queda acentuada do token, pela escala de utilidade da rede.

Perspectivas de 2026

Em termos de runway, a análise mostra que Ethereum, Tron e outras plataformas com gastos elevados ainda mantêm sustentabilidade com reservas diversas. Cardano e ICP aparecem entre os menos estáveis sob cenários de redução de token nativo, enquanto soluções como Mantle e XRP aparecem como reservas robustas, porém com dinâmicas de uso ainda a serem exploradas.

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