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Cosan e Shell encerram negociações para capitalização da Raízen

Cosan e Shell encerram negociações de capitalização da Raízen; Shell ainda planeja investir 3,5 bilhões de reais e busca aporte equivalente de outro acionista

A Shell e a Cosan, um conglomerado industrial criado por Ometto, detêm cada uma 44% da Raízen
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  • As negociações sobre a capitalização da Raízen não chegaram a um acordo entre os coproprietários Cosan e Shell, encerrando o processo de aumento de capital.
  • A Shell sinalizou investir R$ 3,5 bilhões e esperar que o outro acionista aporte mais R$ 3,5 bilhões; o objetivo era fortalecer a maior produtora mundial de açúcar e etanol.
  • A Cosan teria oferecido R$ 1 bilhão e Rubens Ometto, presidente da Raízen, R$ 500 milhões; algumas propostas da Cosan foram recusadas pela Shell.
  • Após as tratativas, a Shell pretende seguir com a injeção de capital e apoiar as discussões com bancos e credores; fundos do Banco BTG Pactual não investiram.
  • A Raízen encerrou o último trimestre com dívida líquida de R$ 55,3 bilhões, afetada por investimentos pesados, clima adverso e incêndios florestais.

Acordo de capitalização da Raízen não avançou após impasse entre coproprietários. Cosan e Shell não chegaram a um acordo sobre a forma de aporte, encerrando as negociações em aberto.

Segundo fontes próximas às tratativas, a Shell pretendia investir 3,5 bilhões de reais na Raízen, a maior produtora mundial de açúcar e etanol, com a expectativa de que o segundo acionista contribuísse com o mesmo montante. A Cosan não confirmou valor idêntico.

Ao fim das negociações, a Shell manifestou interesse em manter a injeção de capital e apoiar a produtora nas conversas com bancos e credores, apesar da conclusão do processo de capitalização. Rubens Ometto, presidente da Raízen, figura-chave no acordo, estaria envolvido nas discussões.

Quem detém participação na Raízen? Shell e Cosan possuem cada uma 44% do negócio, com o restante em mãos de outros investidores. A própria Raízen não respondeu aos contatos para comentar o tema.

Desdobramentos e cenário financeiro

A Raízen enfrentou prejuízos acumulados e elevação da dívida líquida nos últimos trimestres, refletindo investimentos pesados, clima desfavorável e incêndios que afetaram safras. Em fevereiro, a empresa já alertava sobre incerteza de continuidade das operações devido à dívida.

Fontes associadas às tratativas indicaram que a Cosan não conseguiria igualar o apoio financeiro proposto pela Shell, enquanto algumas propostas da Cosan teriam sido rejeitadas pela parceira, conforme relatos da imprensa.

A gestão executiva de bancos envolvidos no negócio, incluindo fundos do BTG Pactual, discordou de termos propostos pela Shell e decidiu não investir na Raízen, conforme apuração de veículos de imprensa.

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