- Em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã, o Estreito de Ormuz está paralisado há cinco dias, elevando riscos logísticos para o abastecimento de alimentos na região.
- Em 2025 o Brasil exportou cerca de US$ 3,2 bilhões em carne de frango para 14 países do Oriente Médio, representando 33,1% do total de carne de frango exportada e 29,9% do volume total, de 5,7 milhões de toneladas.
- A ABPA informou que operadoras de transporte marítimo adotaram medidas preventivas, como suspensão de novas reservas e redirecionamento de rotas, o que pode afetar prazos, custos logísticos e disponibilidade de equipamentos.
- A associação atua para manter o fluxo comercial, dialogando com importadores e buscando corredores emergenciais com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, sujeitos à autorização.
- Apesar da dependência regional de proteína, não houve interrupção na produção brasileira até o momento, e o Ramadã aumenta a sensibilidade do abastecimento na região.
Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, a indústria avícola brasileira se mantém em alerta com relação ao abastecimento de mercados importadores. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) acompanha de perto as rotas logísticas que atendem parte significativa da demanda no Golfo, diante de possibilidades de interrupção no trânsito de cargas.
A promoção de medidas preventivas por transportadoras, incluindo suspensão de novas reservas e redirecionamento de rotas, já foi comunicada pela ABPA. A entidade destaca que o Estreito de Ormuz, ponto sensível no tráfego marítimo mundial, permanece sob risco. O canal é crucial para o transporte de proteína brasileira para países do Oriente Médio.
O Brasil foi o maior exportador global de carne de frango em 2025, com vendas de US$ 9,6 bilhões (R$ 48 bilhões) e volume de 5,7 milhões de toneladas. Desse total, cerca de US$ 3,2 bilhões (R$ 16,0 bilhões) foram destinados a 14 destinos no Oriente Médio, representando 33,1% do valor total e 29,9% do volume. Qualquer ruptura pode impactar o abastecimento regional e o planejamento da indústria brasileira.
Ainda segundo a ABPA, a maioria das rotas utiliza o Atlântico e, em parte, o Mar Vermelho para acesso a portos no Oriente Médio. A paralisação no Ormuz eleva custos logísticos e prazos, com possíveis ajustes na contratação de fretes e na disponibilidade de equipamentos refrigerados.
Para mitigar impactos, a ABPA mantém diálogo com autoridades, incluindo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e com empresas exportadoras. A ideia é explorar corredores emergenciais para a passagem de alimentos, desde que haja autorização documental adequada.
A entidade ressalta que, mesmo diante de maiores custos de frete e de rotas alternadas, não houve interrupção significativa no ritmo de exportação nem redução abrupta na produção das granjas brasileiras. O objetivo é manter o fluxo de carnes para os mercados, especialmente durante o Ramadã, em que muitos destinos devem manter estoques estratégicos.
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