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Oncoclínicas busca waiver de debenturistas para driblar limite de alavancagem

Oncoclínicas busca waiver junto a debenturistas para descumprir covenants de endividamento, em meio a dívida de R$ 4,8 bi e balanço de 2025 não divulgado

Rede de clínicas de tratamento do câncer convoca debenturistas para votar waiver antes de divulgar resultado de 2025, marcada para o dia 30 de março (Foto: Divulgação/Oncoclínicas)
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  • A Oncoclínicas busca waiver (renúncia) junto aos debenturistas das 8ª e 10ª emissões para descumprir o limit de endividamento sem inadimplência formal.
  • A companhia tem dívida bruta de R$ 4,8 bilhões e precisa rolar pelo menos R$ 1 bilhão neste ano para vencimentos e fluxo de caixa livre projetado negativo.
  • O trigger envolve o índice de alavancagem (dívida líquida sobre EBITDA), que não pode superar 3,5 vezes ao fim de cada exercício; as duas emissões somam R$ 1,55 bilhão.
  • As assembleias estão marcadas para 25 de março; para avançar, é necessário pelo menos 50% mais um dos detentores dos certificados votarem a favor na primeira convocação.
  • A Oncoclínicas viu o rating cair de BBB(bra) para CCC-(bra) em 26 de fevereiro, e prepara substituição do fundador Bruno Ferrari como CEO.

A Oncoclínicas solicitou aos debenturistas das 8ª e 10ª emissões que concedam um waiver, permitindo descumprir limites de alavancagem sem incorrer automaticamente em inadimplência. A medida mira evitar um gatilho de inadimplência diante de vencimentos e fluxo de caixa projetado negativo.

A empresa tem dívida bruta de cerca de R$ 4,8 bilhões. Para este ano, estima rolar pelo menos R$ 1 bilhão para cobrir vencimentos e manter o fluxo de caixa previsto. A assembleia acontece em 25 de março via plataforma digital, com votações baseadas no recebimento de conveniências pelos detentores.

As emissões envolvidas somam R$ 1,55 bilhão: R$ 800 milhões da 8ª emissão (vencimento em 2029) e R$ 750 milhões da 10ª (vencimento em 2027). Pelas escritura, o índice de alavancagem não pode exceder 3,5 vezes o EBITDA no fim de cada exercício.

Situação financeira e rating

A Oncoclínicas ainda não divulgou 2025, mas sinaliza possível ruptura com o limite. O balanço está previsto para 30 de março. O downside já impactou o mercado: o rating caiu de BBB(bra) para CCC-(bra) em 26 de fevereiro.

Queda de rating atingiu também sete séries de CRIs lastreados em debêntures da companhia, que recuaram de BBBsf(bra) para CCC-sf(bra). Em setembro de 2025, a composição da dívida incluía debêntures (48%), CRIs (32%), empréstimos (13%) e contas a pagar por aquisições (7%).

Contexto e próximos passos

A Oncoclínicas trabalha na substituição do fundador Bruno Ferrari como CEO, em parceria com a Spencer Stuart. A empresa ainda não comentou a matéria. Caso o waiver seja aprovado, ele permanece válido apenas se, em 2025, o índice de alavancagem ficar dentro do permitido.

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