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PF mira em Vorcaro, sicário, servidores do BC e policial: quem são os alvos

Terceira fase da operação Compliance Zero mira grupo ligado ao Banco Master; prisões preventivas e bloqueio de bens podem chegar a 22 bilhões

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
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  • A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da operação Compliance Zero, mirando empresários do Banco Master, servidores do Banco Central, um policial aposentado e pessoas ligadas a uma estrutura de vigilância clandestina em favor do grupo ligado ao banco.
  • As medidas autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça incluem quatro prisões preventivas, afastamento de servidores públicos e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.
  • Daniel Vorcaro, dono do Master, é apontado como chefe do esquema; o banco foi liquidado pelo Banco Central após irregularidades e fraudes.
  • Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e operador financeiro, foi preso preventivamente; ele esteve detido em janeiro ao tentar embarcar para os Emirados Árabes Unidos.
  • Ainda estão sob suspeita Luiz Phillipi Mourão, Marilson Roseno, Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana, Leonardo Augusto Palhares e Ana Claudia Queiroz de Paiva, com medidas cautelares ou afastamentos relacionados à vigilância, repasses e supervisão.

O Ministério Público Federal informou a terceira fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A ação mira empresários do banco Master, servidores do Banco Central, um policial aposentado e pessoas ligadas a uma estrutura de vigilância clandestina. Foram requeridas prisões preventivas, afastamentos de servidores e bloqueio de bens com potencial de até 22 bilhões de reais.

A investigação apura crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos. Os mandados foram autorizados pelo ministro do STF André Mendonça. A PF aponta que o grupo gravita em torno do banco Master, que passou por mudanças empresariais desde 2021 e recentemente enfrentou medidas de liquidação.

Segundo a PF, as medidas visam desarticular um esquema de monitoramento, repasses ilícitos e uso de contratos simulados para ocultar a origem de recursos. A apuração envolve atuação de pessoas ligadas à estrutura financeira e de fiscalização do setor.

Alvos da operação

Daniel Vorcaro – dono do Master, envolvido em aquisições e na criação do Banco Master. Em 2025, esteve no centro de notícias por anunciar a compra pelo BRB. Foi preso hoje em Guarulhos, quando viajava para Dubai. A PF o aponta como chefe do grupo.

Fabiano Zettel – empresário e pastor, cunhado de Vorcaro, é apontado como operador financeiro. Contribuiu para contratos simulados e para financiar a vigilância. Preso preventivamente hoje; já havia sido detido em janeiro por tentativa de embarcar para os Emirados.

Luiz Phillipi Mourão – apontado como coordenador operacional da equipe de monitoramento chamada de Turma. Vigilava alvos, obtinha dados de forma irregular e planejava ações de intimidação; é chamado de Sicário em comunicações apreendidas.

Marilson Roseno – policial federal aposentado, teve prisão preventiva decretada. Integrava o grupo de vigilância e teria usado contatos para levantar informações sigilosas.

Paulo Sérgio Neves de Souza – servidor do Banco Central desde 1998, atuou em cargos de supervisão. Assinou autorização da compra do Banco Máxima por Vorcaro, em 2021. Suspeito de atuação informal em favor do Master; afastado.

Belline Santana – servidor do BC desde 1998, chefe do Departamento de Supervisão, assinou documentos para o Ministério Público. Suspeito de repasses e tratativas ligadas aos investigados; afastado.

Leonardo Augusto Palhares – administrador da Varajo Consultoria; formou contrato simulado para movimentar recursos e ocultar a origem. O documento foi usado para justificar pagamentos vinculados a Belline Santana.

Ana Claudia Queiroz de Paiva – sócia da Super Empreendimentos e funcionária de Vorcaro. Integrava a operação financeira dos fluxos de pagamentos, incluindo monitoramento e repasses. Também alvo de medidas cautelares.

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