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Funcionário sênior do Foreign Office deixa o cargo após controvérsia com triagem

O mais alto funcionário do Foreign Office deixa o cargo após o governo anular a avaliação de Mandelson para embaixador nos EUA

Sir Olly Robbins was permanent under-secretary at the Foreign Office
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  • O funcionário mais sênior do Foreign Office está deixando o cargo após o governo reverter a reprovação na verificação de segurança de Mandelson para o posto de embaixador do Reino Unido nos EUA.
  • A decisão de permitir Mandelson avançar, mesmo com a reprovação, levou Keir Starmer e Yvette Cooper a perderem a confiança em Sir Olly Robbins, que foi efetivamente desligado.
  • Mandelson foi anunciado em dezembro de 2024 como embaixador no Estados Unidos e assumiu o cargo em 10 de fevereiro de 2025; sete meses depois foi demitido por ligações com Jeffrey Epstein.
  • A verificação de segurança é conduzida pela instituição UK Security Vetting; houve discordância entre o Escritório do Gabinete e o gabinete do primeiro-ministro sobre o resultado.
  • Reações políticas: líderes da oposição pedem a saída do primeiro-ministro; o SNP e outros requerem investigações por suposta indicação de má conduta durante a verificação.

O mais alto funcionário do Foreign Office está deixando o cargo após a decisão de derrubar a triagem de segurança de Mandelson para a função de embaixador no Reino Unido ter sido rejeitada pelo próprio ministério. A saída ocorre em meio a investigações sobre o processo.

Fontes da BBC indicam que o primeiro-ministro Keir Starmer e a chefe de Relações Exteriores, Yvette Cooper, perderam a confiança em Olly Robbins, que efetivamente foi desligado. O governo confirmou que o Foreign Office ignorou a recomendação da agência de triagem.

A confirmação veio após o governo ter decidido permitir que Mandelson assumisse o posto, contrariando a avaliação de segurança. O porta-voz afirmou que nem Keir nem nenhum ministro souberam do indeferimento até esta semana.

Mandelson foi anunciado em dezembro de 2024 como embaixador do Reino Unido nos EUA, ainda sem triagem aprofundada concluída, e assumiu o cargo em 10 de fevereiro de 2025. Quatro meses depois, foi demitido por ligações com o condenado Jeffrey Epstein.

Keir Starmer enfrentou pedidos de renúncia por alegações de ter enganado o Parlamento ao dizer que houve processo completo de due process durante a nomeação. Em 10 de setembro de 2025, ele repetiu que o devido processo foi seguido.

O Código Ministerial prevê que ministros que enganarem o Parlamento devem resignar. Em entrevista, Starmer também mencionou que a triagem de segurança é conduzida de forma independente pelas autoridades de segurança.

As revelações reacenderam críticas à decisão de nomear Mandelson e levantaram novas questões sobre o julgamento do primeiro-ministro. O premiê deve fazer uma declaração na Câmara dos Comuns na segunda-feira.

Críticos partidários e aliados de oposição cobraram ações. Líderes de partidos de oposição pediram esclarecimentos sobre se o premiê soube de falhas na triagem antes da nomeação.

Entre as reações, o SNP encaminhou uma carta solicitando apuração sobre possível engano público. Parlamentares dos demais campos também cobraram respostas sobre o que foi feito com a informação contida nos arquivos.

A triagem aprofundada é conduzida pelo UK Security Vetting, órgão do Cabinet Office. O processo envolve histórico de crédito, antecedentes criminais e entrevistas com avaliadores treinados.

Segundo relatos, Mandelson não tinha conhecimento dos aspectos avaliados durante a triagem até que a imprensa publicou informações. Não houve qualquer indicação de que alguém tenha comunicado falhas a ele.

Em fevereiro, o governo liberou documentos sobre a nomeação após votação no Parlamento. Relatos posteriores indicam que autoridades discutiam a eventual permanência de documentos sigilosos.

Quem liderava, na época, o governo e a bancada, incluindo o então ministro das Relações Exteriores David Lammy, não recebeu a informação da reversão da triagem até momentos recentes, segundo fontes.

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